Schumacher se recusa a falar de pai e atos antirracistas na Fórmula 1

Durante entrevista a um jornal italiano, Mick Schumacher - que estreia na Fórmula 1 em 2021 - se recusou a comentar dois tópicos: um familiar, outro muito importante ao grid - e para a sociedade

A estreia de Mick Schumacher na Fórmula 1 se aproxima, já que em um mês o circo da categoria viaja para o Bahrein, e ele estará em dos carros da Haas. Portanto, é normal que as pessoas queiram ouvir o que ele tem a dizer – o problema é que ele ainda foge de determinados tópicos.

Foi o que aconteceu em entrevista divulgada nesta semana pelo jornal italiano La Stampa. Houve recusa de Schumacher em comentar dois assuntos: protestos antirracistas na F1, e também do pai, Michael.

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Mick Schumacher é o novo piloto da Haas para 2021 (Foto: Haas)

Este segundo é compreensível: praticamente ninguém no paddock da categoria comenta sobre o heptacampeão do mundo e seu estado de saúde, com poucos se arriscando a falar algo. Quando questionado se havia falado da entrada na f1 com o pai, Mick respondeu apenas que “é um assunto privado, voltemos ao esporte a motor.”

Já sobre os protestos, foi ainda mais seco. Os atos antirracismo ocorrem na F1 sempre antes das corridas, desde 2020, e liderados por Lewis Hamilton, o principal nome da categoria no momento e, também, o único piloto negro no grid.

“Prefiro não comentar”, disse Schumacher ao ter pedido um “julgamento” sobre as ações de Hamilton e da F1.

Sobre outros assuntos, tampouco foi falante: apenas revelou que conversou com Sebastian Vettel sobre a ida para a F1, além de dizer que sonha em pilotar para a Ferrari, mas que “está focado” na Haas.

Já nesta sexta, o piloto foi ao Twitter e comentou que foi “mal interpretado” na entrevista “em pergunta sobre ativismo político”. Schumacher escreveu que é “contra toda forma de injustiça e desigualdade, além de apoiar a luta contra o racismo.”

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