Montezemolo defende criação de conselho para substituir Ecclestone no comando da F1

Presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo acredita que nenhuma pessoa seria capaz de assumir o lugar de Bernie Ecclestone quando o britânico de 83 anos deixar o comando do Mundial de F1

Uma das figuras mais influentes do paddock da F1, Luca di Montezemolo pensa que só um conselho gestor pode substituir Bernie Ecclestone no comando do Mundial: nenhum indivíduo seria capaz de assumir todas as atribuições ainda exercidas com empenho pelo britânico de 83 anos.

Recentemente, Ecclestone sugeriu que o chefe da Red Bull, Christian Horner, seria um bom sucessor. A ideia, contudo, foi ridicularizada pelo presidente da Ferrari. A equipe italiana, aliás, possui poder de veto neste tema.

Em entrevista coletiva em Fiorano, Montezemolo declarou torcer para que Bernie possa continuar onde está por um bom tempo e, assim, postergar a resolução desse dilema.

Luca di Montezemolo exaltou a importância de Bernie na F1 (Foto: Getty Images)

“Nunca vou aceitar que escolhamos um nome para o lugar de Bernie, Luca di Montezemolo ou algum outro. Temos que criar um grupo de governança em que você tem um diretor-executivo comandando o automobilismo, mas que isso não represente domínio, represente várias vozes diferentes”, afirmou o italiano.

Apesar de demonstrar confiança no inglês, Montezemolo acredita, contudo, que ele acaba sendo conservador demais em alguns momentos. Na visão do dirigente, é preciso repensar alguns conceitos adotados pela categoria nos últimos anos.

“Estou cansado de ir para corridas no nada onde não há público. Que tipo de relação temos com o público? Por alguns anos, falamos sobre novas tecnologias e como podemos melhorar o show, mas não há dúvida que os mais jovens amam menos os carros e a F1”, avaliou Luca.

“Uma das razões, mas apenas uma, é que as corridas estão ficando complicadas demais de se acompanhar. É preciso trabalhar com a mídia, TV, rádio, impresso e internet e descobrir o que é o correto. Enquanto Bernie estiver aqui, ele que sabe, mas, às vezes, é muito conservador”, disse.

Ecclestone ocupa uma posição de destaque na F1 desde que passou a liderar as equipes nas negociações com a FIA e com as televisões na década de 1970. Mais tarde, ele adquiriu os direitos comerciais da categoria, que hoje pertencem ao grupo financeiro CVC. O CVC comprou as ações da F1 na década passada, mas manteve Bernie como a figura mais importante do negócio.

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