F1

Morte de Lauda e carro complicado: Hamilton é campeão no “ano mais difícil”

Lewis Hamilton foi perguntado a conquista do título em 2019 foi a mais fácil da sua carreira. E respondeu considerando que foi exatamente o oposto. O novo hexacampeão mundial recordou momentos bem difíceis, desde a morte de Niki Lauda, em maio, ao déficit de performance do W10, relacionado também à melhora de Ferrari e Red Bull no segundo semestre

Grande Prêmio / FERNANDO SILVA, de Sumaré
Quem vê Lewis Hamilton chegar à conquista do seu sexto título mundial com duas corridas de antecipação e dez vitórias ao longo da temporada 2019 pode chegar à conclusão de que foi uma temporada fácil. O novo hexacampeão da F1 deixou claro que é exatamente o contrário e por conta de vários fatores, dentro e fora da pista. Lewis não esconde que o fato que mais o abalou ao longo do ano foi a morte de Niki Lauda, ocorrida em maio. As dúvidas sobre a performance do W10 nos testes de pré-temporada e também a ascensão de Ferrari e Red Bull no segundo semestre também chegaram a acender o sinal de alerta em Hamilton.
 
Questionado em entrevista se considerava 2019 como o ano mais fácil em termos de F1, Hamilton discordou. “De maneira alguma foi o mais fácil. Foi o ano mais difícil para nós e a equipe. Perdemos Niki neste ano, um membro crucial desta equipe. Foi uma montanha-russa de emoções: perdemos [Niki] e não tive Bono aqui por uma corrida”, disse Lewis ao fazer menção também à ausência de Peter Bonnington, seu engenheiro de pista, no fim de semana do GP do México.
 
O fator mental também foi considerado determinante para o piloto, no alto dos seus 34 anos, não perder de vista sua grande meta em 2019.
Lewis Hamilton considera 2019 o ano mais difícil para a Mercedes na F1 (Foto: AFP)
“Fora do carro, é simplesmente tentar manter o foco durante todo o ano, isso é o mais difícil. E acho que apenas outros atletas de ponta do seu esporte podem lidar com isso de forma adequada. Chegar de fim de semana a fim de semana e não deixar a peteca cair, como fiz ontem [sábado], por exemplo, e poder me recuperar de dias mais difíceis”, explicou.
 
Outro ponto destacado por Hamilton foi que, no começo da temporada, o W10 tinha seus pontos fracos, mesmo com a Mercedes emendando uma série de cinco dobradinhas consecutivas no início da temporada.
 
“Este carro não foi fácil para nós. Começamos a temporada a caminho de Melbourne pensando que estávamos atrás. No meio da temporada, estávamos atrasados, foi um verdadeiro desafio nesta segunda metade da temporada”, disse.
 
Por fim, Hamilton listou um ponto que, em todos os seus anos em que foi campeão do mundo com a Mercedes, era uma fortaleza: a forma contundente no segundo semestre da F1. Neste ano, porém, a escuderia prateada viu a ascensão de Ferrari — que marcou seis poles e três vitórias após as férias de verão — e também da Red Bull.
 
“Acho que é a segunda metade mais difícil da temporada que tivemos como equipe, lutando contra Ferrari e Red Bull”, pontuou.
 
Em 19 corridas já disputadas em 2019, Hamilton soma 381 pontos, contra 314 do vice-campeão do mundo, Valtteri Bottas. A Mercedes já assegurou, também, a conquista do sexto título do Mundial de Construtores.
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