Na Garagem: Clark acerta árvore em Hockenheim e morre aos 32 anos

Sob chuva, o Hockenheim antigo era um perigo constante. Foi nessas condições que, exatos 50 anos atrás, Jim Clark sofreu um acidente fatal durante uma corrida de F2. O tempo passou, mas o bicampeão da F1 segue visto como um dos melhores da história

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Foi em um 7 de abril – mas de 1968, exatos 50 anos atrás – que a F1 perdeu um dos maiores nomes de sua ainda breve história. Jim Clark, bicampeão mundial, perdeu controle do carro e acertou uma árvore no traiçoeiro circuito de Hockenheim, na Alemanha. Era apenas uma corrida de F2, quase um lazer para Clark, mas que acabou cobrando o preço mais caro de todos.
 
Para entender a corrida na Alemanha é preciso compreender o contexto da época. Nos anos 1960, era normal que pilotos consagrados disputassem corridas com carros de F2. Seja por obrigações contratuais ou diversão, os competidores gostavam de encher o calendário em uma época em que temporadas completas da F1 tinham pouco mais do que dez GPs.
 
O Deutschland Trophäe, corrida extracampeonato de F2, não era exceção. A lista de inscritos trazia Clark e mais nomes de peso – Graham Hill e John Surteees eram outros campeões mundiais no gris. Com 26 carros, era um grid cheio para os padrões da época.
Jim Clark fez história na F1 (Foto: Rob Ryder)

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Mas o clima não fez jus ao alto nível dos pilotos do grid. Hockenheim amanheceu com chuva, o que dificultava a visão dos pilotos. Logo na primeira das duas baterias programadas para o dia, o grave acidente aconteceu. Como raras vezes aconteceu, Clark perdeu controle de sua Lotus e escapou da pista. Naquela época, a versão longa de Hockenheim ainda não tinha chicanes, significando que Jim vinha em altíssima velocidade. Numa época em que guard-rail era luxo, o escocês não teve qualquer proteção das árvores que rodeavam o traçado.
 
O forte impacto causou fraturas no pescoço e no crânio de Clark. O atendimento foi rápido, mas não impediu a morte antes mesmo da chegada em um hospital.
 
O impacto da tragédia sobre o mundo do automobilismo foi enorme. Afinal, Clark morreu como dono do recorde de vitórias – 25, a última delas no GP da África do Sul de 1968, o primeiro do ano – e de poles na F1 – 33. E não eram meros números: mesmo na época, outros pilotos já apontavam o escocês como um dos melhores de todos.
O memorial de Jim Clark em Hockenheim, na área do acidente (Foto: Reprodução)

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Tanto Clark era respeitado que a possibilidade de falha humana no acidente em Hockenheim logo foi descartada – outros pilotos simplesmente não acreditavam que, mesmo sob chuva, Clark cometeria um erro. A especulação se provou acertada: a perda de pressão em um dos pneus traseiros é hoje vista como maior responsável pelo acidente.
 
Para a Lotus, o desastre ganhou um novo capítulo em maio. O americano Mike Spence foi o escolhido de Colin Chapman para substituir Clark, mas morreu após sofrer um acidente nos treinos livres para as 500 Milhas de Indianápolis. Jackie Oliver ficou com a vaga, mas não chegou nem perto de conquistar grandes resultados. A única boa notícia para a equipe britânica foi o título de Graham Hill na F1, conquistado de forma suada sobre Jackie Stewart.
 
CEDO DEMAIS?

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