Na Garagem: com só 23 corridas, Räikkönen ganha superlicença para F1

Em um caso que, de certo modo, lembrou o que envolveu a estreia de Max Verstappen na F1 em 2015, a Sauber teve de batalhar junto à FIA para conseguir que Kimi Räikkönen conseguisse chegar ao Mundial tendo apenas 23 corridas no currículo

Não foi fácil para a Sauber viabilizar a estreia de Kimi Räikkönen na F1. No fim de 2000, o time se encantou pelo garoto e decidiu contratá-lo para formar dupla com Nick Heidfeld em 2001. No entanto, havia um empecilho: seria preciso convencer a FIA a dar uma superlicença para o finlandês.
 
Até 1999, Kimi era apenas um piloto de kart. Migrou para os monopostos no fim daquele ano e, ao final da temporada 2000, tinha somente 23 corridas de carro — e na F-Renault, não na F3 ou na F3000 — no currículo. Somava-se a isso o fato de que os resultados não eram vistosos ao ponto de ser óbvia a capacidade de Räikkönen para guiar na F1.
Kimi Räikkönen estreou jovem na F1, ainda aos 21 anos (Foto: Sauber)
Os dirigentes foram convencidos a partir do desempenho nos testes de pré-temporada — que, na época, eram ilimitados. No dia 7 de dezembro de 2000, o mesmo em que a FIA se reuniu e optou pela aprovação da superlicença de Kimi, ele foi o sexto colocado em um treino no seco em Jerez e oitavo no molhado — na primeira oportunidade que teve para andar na chuva.
 
“Eu aproveitei os testes que fiz mais cedo neste ano e, embora houvesse certa pressão para que eu me mostrasse bem para a FIA em Jerez, acredito que demonstrei muito bem o meu potencial”, comentou Kimi. “Agora eu vou fazer tudo o que puder em 2001 para justificar a fé que o Peter Sauber, a equipe e o órgão regulador colocaram em mim.” 
 

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Peter Sauber disse que não ficou surpreso ao ver que a federação concedeu a permissão a sua aposta.

 
“Kimi foi capaz de mostrar, para a satisfação da FIA, as qualidades que nos atraíram em primeiro lugar. Estamos muito contentes por termos estabelecido um relacionamento com um jovem piloto que mostra muito futuro. Ficou claro que o passo para a F1 não foi muito grande para ele, e ele completou o teste com resultados muito encorajadores”, afirmou o suíço.
 
Como se sabe, Kimi construiu uma carreira de muito sucesso. Após somente um ano na Sauber, foi escolhido pela McLaren para substituir o bicampeão Mika Häkkinen em 2002. Em 2007, mudou-se para a Ferrari e foi campeão do Mundial de Pilotos.

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