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F1

Na Garagem: Primeira corrida da história da F1 tem vitória de Farina em Silverstone

A Fórmula 1 nascia exatos 70 anos atrás. Foi com o GP da Inglaterra, em Silverstone, na abertura da temporada de 1950. A corrida teve domínio da Alfa Romeo, que viu Giuseppe Farina vencer e o futuro pentacampeão Juan Manuel Fangio abandonar

Grande Prêmio / VITOR FAZIO, de Berlim
13 de maio. Num dia como hoje, mas 70 anos atrás, nascia a categoria que se tornou sinônimo de esporte a motor: a Fórmula 1, fruto das corridas de Grand Prix da primeira metade do século passado. Foi com o GP da Inglaterra, escolhido para abrir a temporada de 1950 com uma corrida em Silverstone, que começava uma jornada de sucesso e tradição.
 
Antes de entrar nos detalhes do GP da Inglaterra de 1950, é preciso entender o nascimento da F1. O automobilismo europeu ainda se recuperava após a destruição causada pela Segunda Guerra Mundial e era impensável voltar imediatamente aos campeonatos já existentes na década de 1930. Alguns GPs foram realizados começando em 1946, mas faltava um torneio unificado. Foi isso que aconteceu na virada da década, com sete das corridas mais importantes formando o calendário do que hoje conhecemos como F1.
 
Naquela época, o automobilismo começava a ser dominado por montadoras italianas, com francesas e inglesas em segundo plano. Carros alemães, destruídos na Guerra e ainda carregando o estigma do nazismo, eram impensáveis. A temporada de 1950 começava com a Alfa Romeo como equipe a ser batida, muito por conta do modelo 158. O projeto do pré-guerra foi aceito dentro do novo regulamento da F1. Em Silverstone, seriam quatro bólidos da montadora presentes, pilotados por Giuseppe Farina, Luigi Fagioli, Juan Manuel Fangio e Reg Parnell. Os três primeiros disputariam a temporada completa pela marca, enquanto o último servia como atração para o público britânico.
Giuseppe Farina teve a honra de vencer a primeira prova da F1 (Foto: Forix)
O treino classificatório deixou claro quem mandava. Farina fez a pole, superando por pouco Fagioli e Fangio. O melhor carro não-Alfa Romeo era o de Prince Bira, quinto do grid com tempo 1s8 mais lento que o do pole.
 
O sábado de corrida (sim, sábado) foi um dia de festa. Até a família real se fez presente, através do então rei George VI e a futura rainha Elizabeth II. A corrida era séria, mas logo se percebia um interesse também em apresentar ao mundo o campeonato nascente. Farina largou da pole e seguiu na frente, mas ficou trocando de posição com Fagioli e Fangio nas voltas iniciais para entreter o público. Afinal, a Alfa Romeo tinha larga vantagem e não seria derrotada facilmente.
 
Só que a confiabilidade ainda era um problema sério, e nem mesmo a Alfa Romeo escaparia ilesa. Fangio, que nos anos seguintes viria a dominar a categoria, teve vazamento de óleo e precisou abandonar. Restavam Farina e Fagioli na luta pela primeira vitória na F1. Dessa vez, para valer: já não era mais hora de fazer ultrapassagens apenas para agradar o público.
 
 
A performance dos dois carros era semelhante, mas Farina sustentava a liderança. Fagioli chegou a fazer a ultrapassagem, mas levou o troco logo depois. Ao fim de 70 voltas, coube a Giuseppe a honra de vencer pela primeira vez na nova F1.
 
Fagioli cruzou a linha de chegada 2s6 atrás. Parnell, mesmo de Alfa Romeo, teve déficit de 52s e ficou em terceiro. A Talbot, marca francesa, foi a segunda melhor do dia e completou a zona de pontos: Yves Giraud-Cabantous e Louis Rosier surgiram em quarto e quinto, ambos duas voltas atrás.
 
A briga pelo título em 1950 seria exclusividade dos pilotos da Alfa Romeo. Farina, Fangio e Fagioli seguiram um contra o outro até o decisivo GP da Itália. A vitória em Monza rendeu a Giuseppe o caneco, seu único na F1.
 
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