F1

Nasr condiciona retorno à F1 a interesses comerciais, mas já considera “opções sólidas” para 2018

Felipe Nasr deixou claro que ainda não desistiu da F1. O brasileiro, que está em Beirute, no Líbano, se vê pronto fisicamente para voltar a alinhar no grid. Mas, por outro lado, o piloto disse que vai olhar para outras categorias caso não consiga mais retornar ao Mundial no ano que vem
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Felipe Nasr atende a imprensa no Paddock de Interlagos (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
 

O sonho da F1 ainda não acabou para Felipe Nasr. Mesmo sendo o responsável pelos dois pontos que colocaram a Sauber em décimo lugar no Mundial de Construtores do ano passado e garantiram a cobiçada premiação por parte da FOM, o brasileiro foi dispensado pela Sauber e se viu sem tempo para buscar outra vaga no concorrido grid de 20 carros no Mundial. Mas Felipe reitera seu desejo de voltar à categoria no ano que vem, embora entenda que o retorno está condicionado a questões financeiras, sobretudo patrocínio. Por isso, Nasr já começa a analisar com mais carinho outras opções além da F1 para retomar sua carreira como piloto em 2018.
 
Durante passagem por Beirute, no Líbano, Nasr falou ao site ‘Motorsport.com’ e contou que houve uma chance para estar na F1 em 2017. O brasileiro era um dos postulantes a uma vaga na Manor depois da dispensa da Sauber, mas a equipe britânica faliu no início deste ano, fechando a única porta ainda aberta a Felipe.
Felipe Nasr ainda não desistiu da F1 (Foto: Sauber)
“Existiu, sim, a possibilidade. Porém, como as coisas foram definidas muito tarde após a temporada passada, com toda a saída da Sauber e tudo mais, a maioria das equipes já tinha contratos fechados, inclusive de terceiro piloto. Então, as possibilidades eram mínimas, porém existiram”, disse.
 
“A questão é que eu ainda tenho oportunidade para voltar à F1 em 2018. A gente tem trabalhado para isso. Claro que não depende só de mim, depende de vários interesses comerciais, mas meu recado é que eu estou pronto para assumir um carro de F1 a qualquer hora”, garantiu o piloto, reiterando que se encontra pronto fisicamente para voltar a guiar.
 

“Tenho me preparado, eu me sinto preparado, eu me sinto pronto. Ganhei peso, ganhei musculatura necessária para aguentar a demanda do carro nesse ano, então, se tivesse de assumir um carro hoje, estaria mais que pronto. Acho que tudo acontece por um motivo e, com o tempo, as coisas vão se resolvendo”, explicou.
 
Ciente das dificuldades do momento, sobretudo com patrocínio depois da redução do valor bancado pelo Banco do Brasil, Nasr começa a olhar com atenção para outros horizontes para retomar sua carreira nas pistas. “E caso não haja F1 para o ano que vem, acho que tenho opções sólidas para escolher outras categorias para o futuro”, finalizou.
 
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