F1

Nasr guia por mais de 100 voltas e fecha terça-feira na liderança dos testes da F1 em Jerez de la Frontera

O novato Felipe Nasr, da Sauber, marcou o melhor tempo do terceiro dia de treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera, na Espanha. Piloto encabeçou mais uma dobradinha dos motores Ferrari. Felipe Massa estreou na Williams e McLaren-Honda voltou a apresentar problemas
Warm Up, de Jerez de la Frontera / RENAN DO COUTO, de Jerez de la Frontera
 Felipe Nasr (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Felipe Nasr marcou o melhor tempo do terceiro e penúltimo dia de treinos coletivos da F1 em Jerez de la Frontera, nesta terça-feira (3), para encerrar sua participação na primeira bateria de testes da pré-temporada.

Fazendo uso de pneus macios, Nasr cravou 1min21s545 no período da tarde para desbancar o até então Kimi Räikkönen. Mas, com o finlandês em segundo, a F1 viu pelo terceiro dia consecutivo as duas equipes que usam motores Ferrari no topo da folha de tempos — Sebastian Vettel comandara as atividades de domingo e segunda.

A essa altura da pré-temporada, contudo, o tempo pouco importa. O que pode deixar Nasr mais feliz — apesar de algumas dores no pescoço serem a consquência disso — é a enorme quilometragem percorrida pelo C34 até agora: mais de 200 voltas e 1000 km. Ótimo também para ele, novato que é, acumular experiência a bordo de um carro de F1.

Nos dois dias em que guiou, Nasr teve a chance de experimentar pela primeira vez o pneu macio da Pirelli em um carro de F1 e também compostos de chuva, já que ela deu as caras na tarde de segunda e que a pista também estava molhada no início desta terça. Nesta manhã, ainda provocou uma bandeira vermelha depois que a pista o enviou à pista com pneus slicks em um piso ainda escorregadio. O carro não sofreu danos e ele não precisou esperar muito para reassumir o cockpit.

As imagens do terceiro dia de testes em Jerez


Räikkönen foi segundo, 0s205 mais lento que Nasr, mas usando pneus médios em sua melhor volta. Assim como Nico Rosberg, terceiro com a Mercedes.

Para os fãs da Ferrari, são primeiros sinais de empolgação. É muito cedo para se tirar conclusões a respeito do desempenho do bólido vermelho, mas a primeira impressão é de que a unidade de força está melhor em relação àquela do ano passado.

Rosberg, outra vez, impressionou pela quantidade de voltas. Apesar de ter parado na pista após uma pane no motor e ficado nos boxes por uma hora após isso, voltou e ainda deu mais de 50 giros. O alemão já passou da casa das 300 voltas nesta semana na Andaluzia. Mais um que percorreu enorme quilometragem foi Carlos Sainz, da Toro Rosso, que quase chegou às 140 passagens.

Na Williams, Felipe Massa estreou marcando o quarto tempo. Foi a primeira vez que o piloto guiou o FW37, e seu tempo foi inferior ao que Valtteri Bottas havia marcado ontem — 0s1 mais veloz.

McLaren e Red Bull são as equipes que mais têm a lamentar. A Red Bull passou boa parte do dia nos boxes com um problema no carro, e Ricciardo completou só 47 voltas, ficando na sétima posição. E a McLaren até que deu um "passo gigante", como descreveu Fernando Alonso, na comparação com os outros dias: foram 32 giros. Entretanto, o espanhol teve de deixar o cockpit logo após o almoço devido a um problema no sistema de arrefecimento do motor Honda.

A melhor volta do MP4-30 até aqui nesta bateria de testes foi 1min35s553.

A terceira e última bandeira vermelha do dia foi justamente aquela que encerrou os trabalhos: Pastor Maldonado, da Lotus, que parou entre as curvas 5 e 6 a menos de um minuto para o fim.

O último dia dos testes de pré-temporada em Jerez de la Frontera acontece nesta quarta-feira (4), com acompanhamento AO VIVO e em TEMPO REAL do GRANDE PRÊMIO. Massa será o único brasileiro na pista. A pré-temporada, depois disso, terá sequência entre os dias 19 e 22 de fevereiro em Barcelona.

F1, Treinos coletivos, Jerez  de la Frontera, dia 3:

1 12 FELIPE NASR BRA SAUBER FERRARI 1:21.545   108
2 7 KIMI RÄIKKÖNEN FIN FERRARI 1:21.750 +0.205 92
3 6 NICO ROSBERG ALE MERCEDES 1:21.982 +0.437 151
4 19 FELIPE MASSA BRA WILLIAMS MERCEDES 1:22.276 +0.731 71
5 13 PASTOR MALDONADO VEN LOTUS MERCEDES 1:22.713 +1.168 96
6 55 CARLOS SAINZ JR. ESP TORO ROSSO RENAULT 1:23.187 +1.642 136
7 3 DANIEL RICCIARDO AUS RED BULL RENAULT 1:23.901 +2.356 48
8 14 FERNANDO ALONSO ESP McLAREN HONDA 1:35.553 +14.008 32

AINDA NÃO DÁ

A Williams não está andando com o combustível da Petrobras em seus carros e não tem uma previsão de quando vai começar a fazê-lo.
 
Quando a parceria da estatal brasileira com a equipe inglesa foi anunciada, no início da temporada 2014 da F1, disseram que o combustível da Petrobras deveria retornar à categoria com a Williams em 2015. Desde então, a marca da companhia aparece nos carros devido a um acordo promocional.

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VETTEL NA CABEÇA

A Red Bull surpreendeu a todos ao aparecer com o RB10 envolto numa pintura provisória camuflada em preto e branco para o primeiro dia de testes coletivos de pré-temporada neste domingo (1), em Jerez de la Frontera. O chefe da equipe, Christian Horner, explicou de onde veio a ideia do camuflado, mas sem entregar quando e de que forma o carro ficará quando a pintura oficial chegar.
 
Segundo Horner, a pintura foi inspirada num dos muitos capacetes utilizados por Sebastian Vettel enquanto na equipe: o vestido pelo tetracampeão no GP da Itália de 2014. E completou dizendo que é impactante e dificulta na hora de gente de fora da equipe tentar recolher informações detalhadas.

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SIMPLESMENTE DIFERENTE

Fernando Alonso entende que a McLaren de 2015 é bem diferente daquela de 2007, quando o espanhol integrou pela primeira vez o time de Woking. Agora, o bicampeão vê uma equipe mais aberta e credita essa impressão aos novos nomes da esquadra inglesa, especialmente o do diretor de corridas, o francês Éric Boullier, e do projetista Peter Prodromou, ex-braço direito de Adrian Newey na Red Bull.
 
A primeira passagem do asturiano pela esquadra britânica foi bastante tumultuada e acabou antes do término do contrato. A briga pelo título com o então colega Lewis Hamilton e os constantes desentendimentos com Ron Dennis levaram Alonso a sair mais cedo, apenas um ano depois da estreia.

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