F1

Newey vê Honda como “sopro de ar fresco”, mas admite que carro da Red Bull “não é bom o bastante no momento”

Projetista da Red Bull, Adrian Newey admitiu que o RB15 “não é bom o bastante”. Britânico, no entanto, exaltou boa relação com a Honda, a quem classificou como um sopro de ar fresco

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Projetista da Red Bull, Adrian Newey não está completamente satisfeito com o RB15. O dirigente reconheceu que o carro do time não é “bom o bastante”, mas considerou que a Honda é uma “brisa de ar fresco” para os rubro-taurinos.
 
A escuderia comandada por Christian Horner encerrou uma relação tumultuada com a Renault no ano passado e passou a contar com os propulsores nipônicos. Passadas as duas primeiras corridas do ano, a Red Bull ocupa o terceiro posto no Mundial de Construtores, 56 pontos atrás da líder Mercedes.
 
“A Honda é realmente um sopro de ar fresco”, disse Newey à ‘Negen Auto’. “É ótimo trabalhar com eles, são muito diretos e muito bem organizados. Essa nova relação com eles, de fato, motivou a todos”, seguiu.
Adrian Newey avaliou que o carro da Red Bull não é bom o bastante no momento (Foto: Mark Thompson/Getty Images)
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“Sem reclamações, eles sempre mantém suas promessas, mas eles ainda não estão no nível de Mercedes ou Ferrari, no entanto, eles instilam confiança e eu confio que eles vão chegar lá rapidamente”, apostou. “Em termos de chassi, vou ser brutalmente honesto: nosso carro não é bom o bastante no momento. Nós só temos de trabalhar e melhorar do nosso lado”, ponderou.
 
“É essa relação amigável que temos com a Honda que nos permite confiar um no outro e avançar juntos, sem ficar no caminho um do outro. Culturalmente, eles são absolutamente muito diferentes, mas contanto que você respeite e entenda isso, então está tudo absolutamente bem”, comentou.
 
Ainda, Newey falou sobre a estreia de Pierre Gasly no time e considerou que tem faltado sorte ao francês.
 
“Na estreia dele, ele foi muito azarado. No teste em Barcelona, ele teve dois grandes acidentes, um na primeira semana e outro na segunda”, recordou. “Psicologicamente, foi um golpe na moral dele, agora ele provavelmente guia um pouco mais cautelosamente, pois ele sabe que, se bater outra vez, não será bem recebido pelo time”, continuou.
 
“Enquanto correndo no Bahrein, se você estudar o ritmo dele sem problemas aerodinâmicos, ele estava muito próximo de Max, mas ele ainda não resolveu seus problemas na classificação”, apontou.
 
Apesar do passo sempre valorizado na F1, Newey se disse feliz na Red Bull e deixou claro que não pretende trocar o time dos energéticos.
 
“Eu só me sinto muito confortável aqui. Eu gosto de trabalhar aqui com essas pessoas”, declarou. “Já que Christian [Horner] e eu ajudamos a construir o time, dar forma a ele, nós temos uma responsabilidade... Então hoje, porque eu iria querer sair?”, indagou.
 
Por fim, Adrian falou sobre a situação de McLaren e Williams, duas equipes por onde passou, mas que estão longe da melhor forma na F1.
 
“A McLaren, obviamente, teve vários anos difíceis. O chassi deles provavelmente não era tão bom quando deveria ser, mas esse não parece ser o caso este ano”, observou. “É bom para o esporte. Eles produziram um bom carro, o que deve permitir que eles tenham uma temporada muito melhor do que no ano passado. É improvável que eles tenham um carro capaz de vencer corridas, mas eles deram um bom passo, o que é positivo para o esporte”, insistiu.
 
“Em relação a Williams, que hoje está firmemente no fundo do grid, é muito triste. Só espero que eles tenham as finanças para tomar as decisões certas, para começar uma boa pesquisa no desenvolvimento deles para sair dessa situação”, concluiu.