Hülkenberg liga queda de popularidade da F1 na Alemanha a mudanças climáticas

Nico Hülkenberg atribui à percepção dos alemães sobre as mudanças climáticas a queda na audiência na F1. País não sedia prova desde 2020

A Fórmula 1 desfruta de um aumento de popularidade em todo o mundo, impulsionado pela expansão nas redes sociais e pela série ‘Drive to Survive’ da Netflix. Mas nem todos os países passam pelo mesmo processo, com a Alemanha liderando a lista de lugares onde não houve aumento de audiência. Segundo Nico Hülkenberg, piloto da Haas e único alemão do grid atual, preocupações ambientais podem fazer parte dessa questão.   

O país europeu não tem uma prova no mundial de F1 desde o GP de Eifel, ocorrido em Nürburgring, em 2020, e seus pilotos campeões mundiais mais icônicos – Michael Schumacher, Sebastian Vettel e Nico Rosberg – se aposentaram das pistas. A transição da transmissão para a TV por assinatura, que limitou ainda mais o potencial de audiência, também não ajudou.

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“A Alemanha sempre foi mimada no automobilismo com Michael, depois com Sebastian e Rosberg”, disse Hülkenberg. “Além disso, com a Mercedes, sempre tivemos uma presença muito forte por, pelo menos, 30 anos. Porém, acho que, às vezes, o esporte fica mais popular e tem uma demanda maior e, naturalmente, isso diminui. Mas também acredito que, na Alemanha, a percepção da indústria automobilística em geral é que ela é responsável pelas mudanças climáticas e não é sustentável. E isso afeta o automobilismo”, completou o #27.

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GP de Eifel foi última prova de F1 realizada na Alemanha, em 2020 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Apesar do interesse alemão não estar tão alto quanto já foi, a iminente chegada da Audi em 2026 pode tem potencial para mudar o entusiasmo pela Fórmula 1 no país. Além disso, a Liberty Media, empresa que controla a categoria, também têm considerado planos para trazer de volta o GP da Alemanha ao calendário, talvez como um evento que se alterna com outros locais.

Falando em 2022 sobre o potencial retorno das provas em território alemão, o CEO da F1, Stefano Domenicali, afirmou que as negociações são sempre complexas. “Nós realmente esperamos que a Alemanha possa voltar à mesa de discussão. Mas uma coisa é dizer que gostaríamos de ter a prova. Outra coisa é colocar na mesa as coisas que precisam ser discutidas para que ela aconteça. Então, espero que em breve eles possam discutir conosco”.

Hülkenberg disse que a presença de uma corrida na Alemanha teria pouco impacto em sua carreira e não está esperando que o país volte a sediar uma prova em um futuro próximo. “Não seria contra, é claro, mas não faria diferença para mim. Não espero que aconteça logo. Mas não estou nos bastidores lá e não sei, talvez algumas pessoas estejam tentando mexer os pauzinhos”, finalizou.

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