Hülkenberg revela que chefe “lutou e fez de tudo” para mantê-lo na Haas em 2025

Primeira peça da engrenagem do projeto Audi para 2026, Nico Hülkenberg disse que o chefe da Haas, Ayao Komatsu, lutou muito para mantê-lo na equipe em 2025. E o alemão admitiu que a mudança para a Sauber já no ano que vem não foi uma escolha tão óbvia

De malas prontas para correr na Sauber em 2025 e abraçar o projeto da Audi na sequência, Nico Hülkenberg revelou que o chefe da Haas, Ayao Komatsu, “lutou muito” para impedir a transferência já no ano que vem. O alemão, inclusive, reconheceu a importância da equipe americana em seu retorno à Fórmula 1, porém afirmou que a melhor perspectiva esportiva é com a marca das quatro argolas.

O veterano de 36 anos tem sido o principal responsável pelos picos de desempenho da Haas nas duas últimas temporadas, sobretudo em classificações. Já são três idas ao Q3 e pontos em quatro das seis etapas realizadas em 2024 até o momento.

O casamento com os americanos, contudo, vai chegar ao final no ano que vem, não sem muito esforço do lado do chefe japonês. Hülkenberg é o primeiro nome confirmado no duo da Audi para 2026 e preencherá uma vaga que já era cantada pela marca, a de ter um piloto oriundo da Alemanha para representá-la nas pistas.

Sobre Komatsu, Nico foi só elogios à imprensa pelo trabalho do atual comandante da esquadra norte-americana. “Ele está bem. Foi realmente jogado na fogueira com o posto de chefe de equipe no início do ano. Do nada. Em fevereiro, ele teve um contrato de piloto em mãos pela primeira vez na vida. Isso também é especial, e há coisas que você precisa saber e ver primeiro.”

Ayao Komatsu tentou manter Hülkenberg na Haas em 2025, mas não conseguiu (Foto: Haas)

“Até o anúncio, foi ótimo trabalhar com ele. Também em termos de coordenação. Falei abertamente com ele sobre isso [mudança para a Audi] há algumas semanas, que havia uma boa dinâmica e que uma decisão provavelmente seria tomada mais cedo ou mais tarde. Ele lutou, fez de tudo”, admitiu o veterano, garantindo que “não foi uma decisão óbvia”.

“Pensei um pouco. A Haas é a equipe que tornou meu retorno [à F1] possível. Mas no fim das contas, a melhor perspectiva esportiva para mim é simplesmente a Audi”, avaliou.

Hülkenberg ainda foi questionado se temia ficar sem atualizações este ano uma vez que já anunciou a partida da Haas, enquanto Kevin Magnussen está com o contrato em aberto — alternativa que o piloto não acredita que se concretize.

“Acho que continuará sendo justo e bom. A equipe e eu temos interesse em terminar a temporada da melhor maneira e com o maior sucesso possível. Queremos vencer todas as outras equipes do meio do pelotão, e não acho que isso seja totalmente irrealista, dada a forma como as coisas estão hoje. Continuaremos trabalhando na direção certa como equipe”, seguiu, reconhecendo que é natural deixar de ser informado sobre o desenvolvimento do próximo ano.

“Sem dúvida, em algum momento [vai acontecer]. Daqui a dois, três, quatro meses, acho que sim. No próximo ano, os carros não mudarão radicalmente. Portanto, não haverá mais grandes segredos para tirar. Estou tranquilo quanto a isso”, concluiu.

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