Mazepin estreia na Fórmula 1 com bandeira neutra por suspensão olímpica da Rússia

A punição russa por casos olímpicos de doping se estendeu aos campeonatos mundiais da FIA. Assim, Nikita Mazepin deve começar sua trajetória na Fórmula 1 correndo por bandeira neutra

A decisão do Tribunal Arbitral do Esporte de banir a Rússia das próximas Olimpíadas respingou na Fórmula 1. Anunciada em dezembro, a punição, que tira os russos de Tóquio 2021, também tem efeito nos campeonatos mundiais da FIA, ou seja, os pilotos do país de categorias como F1, Fórmula E, WEC e WRC terão de usar bandeiras neutras.

A medida impacta diretamente na estreia de Nikita Mazepin na F1. Se nada mudar, o jovem piloto da Haas vai ser tratado como atleta neutro nos campeonatos de 2021 e 2022 e, em caso de vitória, não terá o hino de seu país executado no topo do pódio. O mesmo não vale para Robert Shwartzman, por exemplo, já que a F2 não tem o status de mundial da FIA.

A suspensão russa já vem se arrastando desde a metade da década passada. Os russos são acusados pela WADA – Agência Mundial Antidoping – de um esquema de dopagem, descoberto nos Jogos Olímpicos de Inverno de Sóchi, em 2014. Na ocasião, a agência de testagem foi acusada de acobertar os casos.

Nikita Mazepin não vai poder levar o nome da Rússia nos dois primeiros anos de F1 (Foto: Haas)

A situação de Mazepin é semelhante ao que aconteceu com os atletas russos nas Olimpíadas de Inverno de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul. Na ocasião, eles competiram pelo nome de Atletas Olímpicos da Rússia, com a sigla OAR, sem símbolos, bandeiras ou hinos.

Mazepin e os demais pilotos russos das categorias mundiais vão poder ao menos usar as cores do país, bem como terem escrito o nome da Rússia em macacões e outros equipamentos. No entanto, isso deve ser acompanhado do termo ‘atleta neutro’, com o mesmo destaque.

Outro impacto da suspensão está relacionado ao GP da Rússia. Na etapa de Sóchi, também não haverá execução do hino antes da corrida e a prova só será realizada por contratos já costurados, afinal, a punição também diz que os eventos não devem acontecer no país banido.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube