Norris revela que pilotos discutem ajoelhar em manifestação antirracismo na Áustria

O piloto da McLaren contou que a decisão está em discussão e será tomada após a reunião de sexta-feira, já na Áustria

Após uma das longas esperas em toda a história da categoria, a Fórmula 1 retorna às pistas neste fim de semana, na Áustria, para começar uma temporada completamente atípica. E em meio aos protestos antirracismo que ganharam o mundo nas últimas semanas, o que farão os pilotos quando estiverem juntos sob os holofotes do mundo novamente? De acordo com Lando Norris, há uma possibilidade de que ajoelhem, todos ao mesmo tempo, no grid antes da largada na Áustria.

Os protestos ocorrem por todo o mundo desde o assassinato de George Floyd por um policial branco nos Estados Unidos. Lewis Hamilton entrou de cabeça no movimento, inclusive indo às ruas de Londres para protestar. A F1 também agiu e criou o projeto #WeRaceAsOne (Corremos Juntos, na tradução livre). Agora, os pilotos, de maneira coletiva, também têm a chance de fazer sua demonstração.

Os pilotos só baterão o martelo, porém, no primeiro briefing da temporada, na tarde de sexta-feira, em Spielberg.

“Alguns dos pilotos já começaram a conversar [sobre ajoelhar]. Se for para fazer, devemos fazer todos, como um grid. Será discutido durante a reunião dos pilotos com a Associação de Pilotos, na sexta-feira”, afirmou em entrevista à agência inglesa de notícias PA Sport.

“Faremos o que for possível para mostrar que nos importamos e respeitamos a todos. Faremos o que é certo quando o momento chegar”, seguiu.

Andreas Seidl (Foto: McLaren)

Apoio da McLaren

O chefe de Norris e da equipe inglesa, Andreas Seidl, deixou claro que apoiará os pilotos caso a decisão tomada seja a de ajoelhar.

“Obviamente que damos suporte a todas as iniciativas que estão em curso no momento. Estamos juntos à F1 e deixamos totalmente a cargo de nossos pilotos sobre como querem lidar com as diferentes iniciativas que estão sendo discutidas”, falou durante teleconferência nesta terça-feira (30).

A McLaren anunciou que conta com apenas 3% de seu grupo de trabalho formado por pessoas advindas de minorias étnicas e que, por isso, há uma iniciativa em curso para otimizar métodos de contratação e promoção. A intenção é tornar a McLaren mais diversa.

“Racismo é claramente algo que não tem lugar na McLaren. A cultura que temos é de valorizar cada um dos nossos funcionários e a contribuição para a equipe, queremos dar a todos as mesmas oportunidades. Estamos operando diferentes iniciativas para dar suporte a minorias ou grupos que são sub-representados em nossa instituição, mas queremos que tenham chance de fazer parte da McLaren”, disse.

“Estamos olhando para nossos processos sobre como contratamos pessoal e como promovemos pessoal dentro da empresa. Simplesmente não é importante para nós qual a religião de alguém ou qual a cor da pele, gênero, estilo de vida… Damos suporte a todas as iniciativas que a F1 está criando”, finalizou.

Desde que os esportes voltaram, ainda de maneira lenta, a acontecer na sequência da paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus, atletas estão ajoelhando em apoio à luta antirracismo.

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