F1

O próximo brasileiro na F1: quem está mais perto e o que a superlicença pode fazer

Como funciona de verdade o sistema das superlicenças, a habilitação especial exigida pela FIA para que os pilotos possam guiar a F1? O GRANDE PRÊMIO explica o sistema e ainda mostra a situação real dos pilotos brasileiros com pontos contabilizados

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro / VITOR FAZIO, de Berlim
Quem vai ser o próximo brasileiro na Fórmula 1? O público nacional se faz esse tipo de pergunta ao longo dos últimos anos, especialmente após a decisão de Felipe Massa de tomar um novo rumo ao fim de 2017. Não dá para cravar ainda quem será o responsável por quebrar a seca, mas existe um indicador fiel a respeito de quem tem mais chances: a pontuação para alcançar a superlicença, habilitação especial exigida pela FIA para que um piloto alcance a categoria mais tradicional do automobilismo.
 
Caso você esteja um pouco perdido, em 2016 a superlicença passou a ser alcançada através de pontos. A medida veio após a ida de Max Verstappen para a Toro Rosso ao fim de 2015, que gerou grande debate sobre pilotos que chegam ao grid da F1 talvez cedo demais. De lá para cá, é preciso acumular 40 pontos em categorias formadoras ao longo de três anos para ser qualificado.
 
Há várias formas de conseguir esses 40 pontos. Ganhar a F2, por exemplo, basta. Ganhar duas F4 diferentes e uma F-Renault também serve. Não por acaso, os pilotos brasileiros tomam rumos dos mais distintos para progredir na carreira e alcançar o número mágico.
 
Indo de Sérgio Sette Câmara, hoje na F2, a João Vieira, ainda sem pontos, são oito brasileiros com chances reais de somar pontos para a superlicença em 2019. Nenhum deles soma mais de 40, mas alguns têm no horizonte a possibilidade real de chegar lá no futuro próximo. Nesse embalo, o GRANDE PRÊMIO analisa a situação de cada um dos candidatos à condição de próximo representante nacional na F1.
Pietro Fittipaldi (Foto: DTM)
O sistema de pontos:
 
As regras da superlicença estão expostas no Appendix L do International Sporting Code, o Livro de Regras da Federação Internacional de Automobilismo. Além dos pontos contabilizados de acordo com uma definição da FIA, há ainda outras qualificações exigidas. 
 
Após a polêmica envolvendo sobretudo a contratação de Max Verstappen pela Red Bull, no fim de 2014, quando ele chegaria à F1 após apenas um ano como piloto de monopostos e aos 17 anos de idade, a FIA tornou as exigências um pouco mais restritas. O piloto que entra com o pedido para a superlicença deverá ter 18 anos a contar no primeiro treino livre do primeiro fim de semana de corrida da temporada da F1 que ele pretende disputar, também deve ter uma carta de motorista em seu país e precisa ter completado pelo menos 80% de duas temporadas inteiras de qualquer campeonato de monopostos utilizado pela FIA para contabilizar pontos.
 
Para entrar com o pedido da superlicença, o piloto deve possuir a licença Nível A Internacional da FIA - a segunda maior entre a carteira de habilitações da organização -, depois disso deve ainda completar com sucesso um questionário sobre os pontos mais importantes do Livro de Regras da FIA e as Regras Esportivas da F1. A equipe que deseja empregar o solicitante deve certificar, através do formulário de aplicação, que organizou um briefing com seu piloto sobre os pontos mais importantes do Livro de Regras da FIA e as Regras Esportivas da F1.
 
Caso todas as exigências anteriores sejam cumpridas, o piloto ainda deve passar por uma de três alternativas entre acumular 40 pontos na contagem da FIA durante um período de três anos anteriores ao pedido; ter recebido a permissão para a superlicença [tirando a versão especial apenas de treinos livres] em qualquer um dos 3 últimos anos; ou ter recebido a superlicença há mais de 3 anos, mas ter demonstrado recentemente para a FIA que consegue guiar um monoposto com "consistente habilidade". Neste último caso, a equipe de F1 que deseja empregar o piloto precisa provar que ele guiou ao menos 300 km num carro de F1 que conte como representativo do atual em velocidade de corrida durante um período máximo de dois dias e que tenha sido há menos de 180 dias do pedido da licença.
 
Quanto aos pontos:
 
Apenas duas categorias podem distribuir em apenas uma temporada os 40 pontos necessários para a superlicença: a Fórmula 2 e a Indy. A GP2 também rende uma enorme quantidade de pontos - como a conta é feita por três anos, a GP2, que teve a edição derradeira em 2016, ainda entra na conta. A F3 Euro e a GP3, que já não existem mais, porém existiram nesse triênio e também estão na conta. O GRANDE PRÊMIO traz uma tabela atualizada com os pontos de cada categoria em função da posição do piloto no campeonato. 

Categorias 10º
F2 40 40 40 30 20 10 8 6 4 3
GP2 (2016) 40 40 30 20 10 8 6 4 3 2
Indy 40 30 20 10 8 6 4 3 2 1
F3 30 25 20 10 8 6 4 3 2 1
Fórmula E 30 25 20 10 8 6 4 3 2 1
F3 Euro (2018) 30 25 20   8 6 4 3 2 1
WEC LMP1 30 24 20 16 12 10 8 6 4 2
F-Regional Euro 25 20 15 10 7 5 3 2 1 0
Super Fórmula 25 20 15 10 7 5 3 2 1 0
GP3 (2018) 25 20 15 10 7 5 3 2 1 0
WEC LMP2 20 16 12 10 8 6 4 2 0 0
DTM 20 16 12 10 7 5 3 2 1 0
Super GT 20 16 12 10 7 5 3 2 1 0
World Series 20 15 10 8 6 4 3 2 1 0
F-Renault 2.0 18 14 12 10 6 4 3 2 1 0
F3 Asia 18 14 12 10 6 4 3 2 1 0
F3 America 18 14 12 10 6 4 3 2 1 0
IMSA 18 14 10 8 6 4 2 1 0 0
WTCC 15 12 10 7 5 3 2 1 0 0
Supercars 15 12 10 7 5 3 2 1 0 0
Nascar 15 12 10 7 5 3 2 1 0 0
Indy Lights 15 12 10 7 5 3 2 1 0 0
F4 12 10 7 5 3 2 1 0 0 0
Asian Le Mans 10 8 6 4 2 0 0 0 0 0
European Le Mans 10 8 6 4 2 0 0 0 0 0
WEC LGMTE Pro 10 8 6 4 2 0 0 0 0 0
WEC LGMTE Am 10 8 6 4 2 0 0 0 0 0
F3 Asia - Inverno 10 7 5 3 1 0 0 0 0 0
F3 Nacionais 10 7 5 3 1 0 0 0 0 0
F-Mazda 10 7 5 3 1 0 0 0 0 0
Nascar National Series 10 7 5 3 1 0 0 0 0 0
Toyota Racing Series 7 5 3 2 1 0 0 0 0 0
GT3 6 4 2 0 0 0 0 0 0 0
Mundial de Kart Sênior 4 3 2 1 0 0 0 0 0 0
Continental de Kart Sênior 3 2 1 0 0 0 0 0 0 0
Mundial de Kart Júnior 3 2 1 0 0 0 0 0 0 0
Continental de Kart Júnior 2 1 0 0 0 0 0 0 0 0
 
Mudança programada:
 
A partir da temporada 2020, os treinos livres da F1 vão servir para aumentar a pontuação dos postulantes à superlicença. Cada vez que participar de um treino livre da F1 e der ao menos 10 km, o piloto somará 1 ponto. Pode fazer isso até dez vezes durante a temporada e somar 10 pontos. Além disso, a W Series e a Euroformula também vão passar a contar na carteira de pontos, mas a FIA ainda não informou quantos pontos estarão em jogo nas duas categorias.

A realidade dos pilotos brasileiros:
 
Pietro Fittipaldi, 22 anos
 
Pontos atuais: 36
Pontos em jogo em 2019: 15
Pontos que precisa: 4
 
A tabela de pontuação para a superlicença sofreu uma alteração em 2018 e diminuiu, entre outras, a da World Series (Fórmula 3.5 V8). O campeão passou a levar 20 pontos, mas até então eram 35. Assim, Pietro Fittipaldi acabou levando a pontuação cheia pelo título de 2017. Soma-se a isso o ponto somado pelo décimo lugar em 2016, de modo que o brasileiro tem 36 pontos no total. Em outras palavras, restam apenas 4 para alcançar a marca necessária.
 
Hoje piloto reserva da Haas, Fittipaldi vai ter uma boa oportunidade em 2020, já que a FIA vai premiar com 1 ponto a cada 100 km percorrido pelos pilotos em testes da F1, podendo chegar até 10 nesta conta.
 
Em 2019, além do trabalho de testes e simulador com a Haas, o brasileiro disputa a temporada do DTM pela Audi e vem na 13ª colocação parcial. Só irá anotar pontos para superlicença caso suba uns degraus e termine no top-8. Caso queira alcançar os 40 pontos pelo campeonato alemão, Pietro vai precisar de um sexto lugar ao fim da temporada atual.
Caio Collet (Foto: Dutch Photo Agency)
Caio Collet, 17 anos
 
Pontos atuais: 14
Pontos em jogo em 2019: 10
Pontos que precisa: 26
 
Caio Collet é um nome que empolga o torcedor brasileiro desde os dias de kartismo, quando conseguia resultados de destaque em campeonatos internacionais – o terceiro lugar na categoria júnior do Mundial de Kart da FIA em 2015 fala por si. A transição para os monopostos era iminente, restando saber como seria. Não seria nada mal. 
 
Collet disputou a F4 Francesa em 2018, e a transição foi tranquila em território francês: Caio sobrou e foi campeão com autoridade, o que rendeu 12 pontos de uma vez só. O piloto ainda faria aparição na última rodada da F4 Alemã, conseguindo resultados honestos. Outra aparição foi na F4 dos Emirados Árabes Unidos, que foi bem frutífera. Caio fez apenas sete corridas em duas rodadas, mas levou seis pódios e uma vitória. Foi suficiente para ser sexto no campeonato, o que dá mais dois pontinhos.
 
Com 14 pontos no bolso, Collet subiu para a Formula Renault Eurocup, o que faz sentido para um piloto apoiado pela marca francesa. Passada quase metade da temporada, Caio é quinto e sofre para entrar de vez na briga pelo título. A taça vale 10 pontos na carteira, sendo que ainda faltam 26 para levar uma vaga na F1. Como a própria idade já indica, o plano de chegar ao pináculo do automobilismo ainda é de longo prazo.

Felipe Drugovich, 19 anos
 
Pontos atuais: 17
Pontos em jogo em 2019: 25
Pontos que precisa: 23
 
A carreira de Felipe Drugovich nos monopostos começa em 2016, isso após longos sete anos conquistando resultados de destaque no kartismo brasileiro. E o primeiro passo já foi logo um dos grandes: em 2016, ainda com 16 anos, foi para o exterior apostar as fichas na F4 Alemã. Foi a primeira chance de somar pontos para a superlicença, mas não foi bem assim: Felipe fechou o campeonato em 13º. Considerando que só os sete primeiros levavam tentos para a carteira, estava claro que a caminhada seria dura.
 
Em 2017, Drugovich resolveu seguir na F4 Alemã, mas agora pela forte Van Amersfoort Racing. O ano de experiência teve seu valor evidenciado, com o brasileiro fechando em terceiro e somando 7 pontos para a carteira. Não faltou muito para o título, que daria 12, mas o avanço estava evidenciado. O piloto teve ainda aparições em campeonatos como F3 Europeia e F4 Italiana.
 
Só que o foco de 2018 seria outro: a Euroformula Open. A categoria espanhola usa carros mais rápidos, de F3, mas não é conhecida por ter um grid particularmente competitivo. De qualquer forma, Drugovich acumulou experiência e foi campeão com um pé nas costas, levando 10 pontos de brinde.
 
Depois desse passeio, 2019 trouxe mais sufoco. O brasileiro atualmente compete na F3, antiga GP3, pela não tão competitiva Carlin. Na três primeiras rodadas, Felipe ainda não conseguiu pontuar. Assim, o panorama é o seguinte: Felipe precisa de 23 pontos para a superlicença, e é possível conquista-los ainda em 2019. O problema: para tal, Drugovich precisaria ser campeão da F3 após nem pontuar até aqui. Desse jeito, é mais plausível apostar em um projeto de longo prazo rumo ao passaporte para a F1.
Enzo Fittipaldi levou o título da F4 Italiana (Foto: Reprodução/Twitter)
Enzo Fittipaldi, 17 anos
 
Pontos atuais: 19
Pontos em jogo em 2019: 25
Pontos que precisa: 21
 
Com família morando nos Estados Unidos, a carreira de Enzo Fittipaldi não começou no Brasil. O aprendizado no kartismo, que nem foi tão aprofundado assim, se deu através de provas americanas. Ainda era 2016 quando o jovem fez manobra curiosa ao partir para a Ginetta Junior Championship.
 
Foi só em 2017 que o foco passou a ser monopostos, e logo com o pé direito. Representando a poderosa Prema, Enzo focou na F4 Italiana. O resultado foi um nono lugar ao fim do ano, o que servia de bom sinal sobre o que ainda estava por vir. O talento estava ali, mas faltava a experiência – essa veio em 2018, permanecendo na F4 Italiana. O combo rendeu título, levando sete vitórias ao longo do ano. A campanha trouxe 12 pontos em solo italiano.
 
Na F4 Alemã, que ocupava o resto do tempo de Enzo em 2018, mais resultados atraentes. O brasileiro foi terceiro no certame alemão, o que trouxe 7 tentos. Em um só ano, o neto de Emerson somou 19, pontuação semelhante à conquistada pelo irmão Pietro em 2017 na World Series, campeonato de calibre relativamente alto.
 
Em 2019, Fittipaldi partiu para a recém-criada Fórmula Regional Europeia, que pode ser vista como uma reencarnação da agora finada F3 Europeia. O grid, entretanto é mais magrinho e menos competitivo. A transição, assim, fica mais fácil para Enzo, segundo no campeonato até aqui e logo atrás de Frederik Vesti, líder. E é uma briga que vale muito: o brasileiro precisa de 21 pontos para conseguir a superlicença, e o título vale 25. Em outras palavras, existe a chance real de Enzo chegar lá ainda neste ano.
Piquet e Fortes (Foto: Luca Bassani)
Pedro Piquet, 20 anos
 
Pontos atuais: 11
Pontos em jogo em 2019: 30
Pontos que precisa: 30
 
Filho de ninguém menos que o tricampeão mundial Nelson Piquet, Pedro já teve momentos de maior empolgação da opinião pública, mas tecnicamente nunca chegou ao nível que alcançou a partir do ano passado. O brasileiro de 20 anos, por algum tempo, dominou completamente o automobilismo brasileiro, mandando na F3.
 
Na Europa, a adaptação demorou um pouco e Pedro sofreu, especialmente na F3 Europeia. Quando chegou na GP3 dando a impressão de que ainda estava cru, veio a resposta. 2018 já foi um ano forte para o brasileiro, chegando em sexto e somando a maior parte de seus pontos em busca da superlicença.
 
Em 2019, cai um pontinho conquistado em 2016, mas a tendência é que Piquet substitua por um número bem maior com seu ano de F3. Até aqui, vem novamente em sexto, mas pontuando bem e andando no grupo da frente em praticamente todas as provas.
O pódio da F2, com Sérgio Sette Câmara no degrau mais alto (Foto: Reprodução)
Sérgio Sette Câmara, 21 anos
 
Pontos atuais: 10
Pontos em jogo em 2019: 40
Pontos que precisa: 30
 
Mesmo não sendo o líder na tabela da superlicença, Sérgio Sette Câmara é, certamente, quem mais perto está do objetivo dos 40 pontos. Ainda que só tenha 10 no momento, tudo indica que o brasileiro irá terminar o ano entre os quatro primeiros colocados na F2, o que para ele já seria suficiente para obter a permissão para correr na F1.
 
O mineiro vem em seu terceiro ano de F2 e sempre deixou bem claro para todo mundo que, antes de pensar em título e em movimentações no mercado, precisava da superlicença. Com o sexto lugar de 2018, pela Carlin, só precisa de um top-4 em 2019, com 40 pontos para os três primeiros e 30 para o quarto colocado.
 
Com metade do campeonato ainda pela frente, Sette Câmara aparece na terceira colocação com 107 pontos, oito a menos que Nicholas Latifi, companheiro de Dams. O líder é Nyck de Vries, que tem 152. São 21 pontos de vantagem para Jack Aitken, hoje quinto no geral.
Gianluca Petecof (Foto: Divulgação/Prema Powerteam)
Gianluca Petecof, 16 anos
 
Pontos atuais: 5
Pontos em jogo em 2019: 24
Pontos que precisa: 35
 
Gianluca Petecof é o piloto mais jovem entre os brasileiros que estão nas principais categorias que pontuam para a superlicença. O caçula está em seu segundo ano de F4 Alemã e Italiana, ou seja, pode fazer bons pontos em duas frentes.
 
Foi justamente na F4 Italiana que o grande talento do kartismo coletou seus primeiros pontos para o somatório atual, beliscando cinco pontinhos na quarta colocação de 2018, enquanto foi apenas décimo na F4 Alemã.
 
Acontece que o cenário de 2019 é bem diferente. Gianluca não é mais um novato e, assim, leva boa vantagem em relação a boa parte dos grids. Até aqui, vem nadando de braçada na F4 Italiana e tem boas chances de fechar o ano com mais da metade do caminho para a superlicença percorrido.
João Vieira (Foto: Antonelli Motorsport)
João Vieira, 21 anos
 
Pontos atuais: 0
Pontos em jogo em 2019: 10
Pontos que precisa: 40
 
João Vieira ainda busca somar seus primeiros pontos na luta pela superlicença. Um pouco mais velho que boa parte dos brasileiros na lista, o piloto do Tocantins esteve afastado das pistas europeias nos últimos dois anos por falta de recursos e, assim, fica zerado até buscar algum pontinho em 2019.
 
A categoria atual de Vieira é a F-Renault Eurocup, a mesma de Caio Collet. Com 40% da temporada superada, Vieira ocupa a sétima colocação com 55 pontos, o que ainda não serviria para anotar seus primeiros pontinhos no somatório geral.

Independente de números e da proximidade da marca dos 40, seria exagero falar em possibilidade real de um brasileiro na F1 por enquanto. A pontuação para a superlicença é o começo, um primeiro passo para ganhar importância no paddock.
 
Entretanto, gente como Sérgio Sette Câmara e Pietro Fittipaldi faria grande uso da possibilidade real de participar de treinos livres e servir como ‘plano B’, caso um piloto titular tenha problemas. Para a geração mais nova, de pilotos com 18 ou 19 anos, o caminho é diferente: o momento é de aprendizado e evolução, torcendo para que os tais 40 pontos sejam consequência.
 
De um jeito ou de outro, o Brasil tem alternativas e talentos. Os jovens pilotos vão ser aproveitados? Difícil dizer, tanto a parte do ‘se’ quanto a parte do ‘quando’. Trata-se de uma longa trajetória, com um passo de cada vez. Sorte que a parte da superlicença parece tomar um bom rumo.


Edição feita para corrigir a informação da pontuação de Pietro Fittipaldi. Anteriormente, o texto informava que o brasileiro tinha 20 pontos na superlicença.


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