Opinião GP: F1 pode se preparar para acompanhar mais uma temporada dominada pela Mercedes

Ninguém pensa diferente: a Mercedes seguirá hegemônica no Mundial de F1 em 2015. A equipe já tinha uma boa vantagem para as adversárias no ano passado e deve seguir no topo neste ano

A PRÉ-TEMPORADA DA F1 SEMPRE É UM período em que todos tentam fazer previsões e poucos realmente conseguem descobrir qual será a divisão de forças da categoria. Mas, pelo segundo ano consecutivo, há um grande consenso: a Mercedes vem forte. Muito forte.

 
A confiança é tanta na equipe alemã que os pneus supermacios sequer foram usados durante a pré-temporada. Mesmo com pneus macios, a equipe foi capaz de superar a Williams e a Ferrari — e com um tempo de volta que impressionou o paddock de uma ponta à outra.
Lewis Hamilton sabe que começa o ano com o melhor carro e uma ótima chance de ser tri (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Todos esperavam que a Mercedes se mostrasse rápida nos testes, e talvez o time esteja mais rápido do que se acreditava. Quanto mais rápido, só mesmo esperando duas semanas até o GP da Austrália, em Melbourne, quando terá início a grande batalha: ‘Lewis vs. Nico — parte 2’.
 
A F1 pode se preparar para mais um ano de domínio das Flechas Prateadas. A Mercedes tem tudo para vencer a maior parte das corridas com sobras e faturar os campeonatos de Pilotos e Construtores.
 
Isso não significa dizer que a temporada será chata.
 
O primeiro fator que pode quebrar a monotonia é o duelo entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg ser dos bons. Foi assim em 2014, e será outra vez se depender da chefia da equipe: a disputa interna continuará liberada sob as mesmas regras do ano passado. Dentro disso, será necessária a colaboração dos pilotos: Hamilton e Rosberg competiram em altíssimo nível no último ano, tudo dependerá do poder de reação do alemão para continuar incomodando o bicampeão do mundo.
 
Em outras palavras: Rosberg terá se mostrar diferente de Mark Webber e Rubens Barrichello, para pegar os mais recentes exemplos de equipes dominantes. Terá de reagir como fez Alain Prost em 1989.
 
E o segundo fator, embora menos importante que a disputa pelo título, pode propiciar os momentos mais divertidos. É a batalha pelo posto de segunda força. Williams, Ferrari e Red Bull estão em um patamar próximo e darão o melhor de si para ficar à espreita para quando a chance de vencer aparecer.
 
Daqui a duas semanas, na Austrália, o grid será formado para o início de mais este campeonato — e por mais que um ou outro reclame, a ansiedade será grande como sempre no momento em que as luzes vermelhas começarem a se acender.
 

Opinião GP é o editorial do GRANDE PRÊMIO que expressa a visão dos jornalistas do site sobre um assunto de destaque, uma corrida específica ou o apanhado do fim de semana de automobilismo.

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DESCAMUFLADO

A pintura camuflada que teve como inspiração um capacete usado por Sebastian Vettel no GP da Itália de 2014 e foi usada nos testes agradou bastante, mas já é coisa do passado. Um dia depois do encerramento da pré-temporada, a Red Bull apresentou as cores que o RB11 carregará ao longo da temporada 2015 do Mundial de F1 — e sem grandes surpresas. O azul e o roxo que predominaram nas últimas temporadas novamente serão as cores oficiais da marca de bebidas energéticos no Mundial.

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