Opinião GP: Rosberg acusa golpe após nova derrota para Hamilton. E só desastre evita tricampeonato

Nico Rosberg fez a pole no Japão, mas não resistiu á pressão de Lewis Hamilton na largada, perdeu a ponta e viu a oitava vitória do britânico na temporada 2015. Com 48 pontos de diferença a cinco provas do fim do campeonato, apenas um desastre vai evitar o tricampeonato

QUE LEWIS HAMILTON É MAIS PILOTO que Nico Rosberg, é difícil discordar. Que Hamilton faz um campeonato muito melhor em 2015, ainda mais. Corrida a corrida, o britânico trata de demonstrar sua superioridade, como foi no GP do Japão deste domingo (27). E a oitava vitória em 14 etapas fez Rosberg acusar o golpe.
 
Rosberg fez a pole em Suzuka, e não largou tão mal em relação a Hamilton. Mas, na segunda curva, não conseguiu manter a frente, permitiu a passagem do inglês e caiu para quarto. Dali em diante, Lewis disparou e Nico nada mais pôde fazer a não ser salvar o segundo lugar.
 
Depois da prova, no pódio, ele reconheceu: deveria ter vencido.
Lewis Hamilton e Nico Rosberg na coletiva de imprensa (Foto: AP)
Esta tem sido uma sina de Rosberg desde o ano passado. Em 2014, sim, ele teve uma grande chance de ser campeão. Permaneceu durante boa parte da temporada em primeiro graças aos contratempos que o colega de Mercedes enfrentou. Mas, na reta final, não deu conta do recado, e perdeu uma série de corridas sendo ultrapassado por Hamilton, fosse na largada, fosse na metade do GP.
 
E foi este  tom do fim de 2014 é o que vem prevalecendo em 2015. Rosberg está dominado desde o início de 2015, e em momento algum inspirou confiança. As três vitórias em quatro corridas entre maio e junho animaram, é claro, mas parou por ali. A última chance para começar uma reação era justamente em Suzuka, e isso não aconteceu.
 
Agora a situação é a seguinte: 48 pontos de diferença a cinco GPs do fim do campeonato. Rosberg nem depende mais de si mesmo: se vencer todas com Hamilton em segundo, ele fará apenas 35 pontos a mais.
Lewis Hamilton estava de bom humor antes da largada em Suzuka (Foto: AP)
Diante do retrospecto da temporada 2015, é correto dizer que só um desastre evita o tricampeonato.
 
Poucos pilotos na história da F1 tiveram anos tão bons quanto o 2015 de Hamilton. Os erros foram poucos, a constância é grande e ninguém consegue realmente ameaçá-lo.
 
Em condições normais, a taça é de Hamilton, que igualará Ayrton Senna, seu ídolo de infância. Isso poderia parecer evidente para muitos desde as primeiras corridas, porém, depois deste GP do Japão, passou a ser uma realidade. É questão de tempo apenas.
 
Para seus torcedores, tudo lindo e maravilhoso. Para os fãs de automobilismo em geral, natural que este campeonato não esteja empolgando. É um dos mais sem sal dos últimos tempos. Questão de tempo, também, para que a nova temporada ofereça uma nova dinâmica. Nada contra Hamilton — um grande campeão aproveita as oportunidades que aparecem a sua frente —, apenas a favor de uma F1 mais equilibrada e com corridas mais disputadas, e é a aproximação das outras equipes que vai oferecer isso.


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