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F1

Para encarar crise “como adultos”, F1 descarta “distribuir presentes para todos”

A pandemia do coronavírus colocou todos da Fórmula 1 contra a parede. A entrada de dinheiro caiu e colocou em risco até mesmo a sobrevivência de equipes. O Liberty Media se preocupa com a situação, mas já avisa que não vai sair distribuindo dinheiro

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
O Liberty Media, grupo dono dos direitos comerciais da Fórmula 1, segue com uma bomba no colo quando o assunto é assegurar saúde financeira em dias de pandemia do coronavírus. Lucros e receitas, tanto da categoria quantos das equipes, caíram no primeiro semestre e criaram situação indesejada. Só que Chase Carey, chefão da F1, deixa claro: a categoria não vai “distribuir presentes” a bel-prazer.
 
“Seja com as equipes, os promotores ou os patrocinadores, não vamos sair distribuindo presentes para todo mundo”, afirmou Carey em conferência com a imprensa. “Queremos ser tratados de forma justa, mas também queremos lidar com isso como adultos, e com a expectativa de que em 2021 as coisas sejam como eram até quatro meses atrás. Acho que, tanto para nós quanto para as equipes, não teremos os resultados [financeiros] que esperávamos no começo do ano. Acho que todos estão certos em fazer o possível para segurar essa barra”, seguiu.
As equipes da F1 não devem esperar presentes do Liberty Media (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
“Temos muitos aspectos em aberto neste momento. São muitos ‘e se?’ que eu nem acho construtivo ficar falando. Acho que precisamos ir em frente com nossos planos para saber em que posição estamos. Esperamos também que as equipes tomem as iniciativas certas para sobreviver”, destacou.
 
A temporada afetada pela pandemia tirou o sono de grande parte das equipes da F1. É que, sem corridas, o dinheiro de premiação e de patrocinadores cai vertiginosamente. Isso ao ponto de equipes com fundos menores, como a Williams, definirem a realização de GPs em 2020 como “absolutamente crucial” para sobreviver. Carey, mesmo que ainda prometendo rigidez, promete analisar a situação com a atenção devida.
 
“A premiação é uma fórmula estabelecida em contrato, então o dinheiro é o que é. Sendo realista, não dá para mudar isso de forma unilateral. Além disso, tem a ver com porcentagens de lucros, e o lucros vão cair, então a premiação também cairia. Se a gente vai fazer algo para ajudar certas equipes? Não estamos aqui para distribuir presentes. Dito isso, vamos falar com parceiros e descobrir uma forma de ir em frente, mas fazendo sentido para todos”, encerrou.
 
A F1 planeja começar a temporada em 5 de julho, data do GP da Áustria. A versão final do calendário ainda não foi revelada, mas a expectativa é de que a F1 parta para Silverstone na sequência. O GP da Itália, ainda marcado para 6 de setembro, já até retomou venda de ingressos.
 
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