Para evitar acidentes, Di Resta pede à FIA por mais orientações sobre como fazer última chicane

Paul Di Resta afirmou que vai conversar com Charlie Whiting para que incidentes como o de Bruno Senna com Jean-Éric Vergne não ocorram durante o GP do Japão. O piloto explicou que o problema é a diferença de velocidade dos carros

Não foi apenas Bruno Senna que teve motivos para reclamar após o treino classificatório deste sábado (6), em Suzuka. Além do piloto brasileiro, Paul Di Resta também não ficou contente com o trânsito na chicane Casio, última curva antes da reta dos boxes. Por isso, o piloto escocês afirmou que vai conversar com o diretor de prova, Charlie Whiting, para mudar a orientação dada aos pilotos sobre o que fazer quando estiverem sendo perseguidos por um carro mais rápido neste setor da pista.

“Baseado no que vimos aqui, talvez eles devessem nos orientar de forma diferente. É possível nos dizer, se tivermos tempo, que lado devemos escolher para fazer a curva. Isso nunca esteve tão ruim, então talvez seja algo que a FIA e Charlie Whiting possa dar uma olhada”, declarou o britânico.

Bruno Senna foi um dos pilotos que reclamou de tráfego na chicane (Foto: Red Bull/Getty Images)

Di Resta explicou que o problema é a diferença de velocidade dos carros, já que os pilotos saem embalados da curva 130R e acabam encontrando adversários que estão tirando o pé. “É perigoso, por causa da velocidade, com o carro vindo a 315 km/h encontrar um que esteja na primeira marcha a 60 km/h. Isso provavelmente precisa ser olhado e determinar o quão devagar se pode ir”, completou.

As reclamações aconteceram durante a definição do grid de largada, neste sábado. Como os pilotos alternavam voltas rápidas e giros de desaceleração, para poupar os pneus, era comum aqueles que estivessem na tomada de tempo serem atrapalhados por adversários mais lentos na tangência da chicane.

Um dos que mais reclamou foi Bruno Senna, que acabou eliminado no Q1 ao não conseguir melhorar o tempo depois de encontrar Jean-Éric Vergne pela pista. O Por causa da manobra, o francês foi punido com a perda de três posições no grid de largada. Quem escapou por pouco de uma pena semelhante foi o pole-position, Sebastian Vettel, que recebeu apenas uma advertência da direção de prova.

Senna, por sua vez, concordou com Di Resta e explicou que esse problema é acentuado em Suzuka pela diferença de velocidade dos carros no local.

“A velocidade mínima na 130R é de 300 km/h e se você a fizer a 150 km/h vai ser alcançado rapidamente. Normalmente, se você vê um carro vindo na 130R e você não está de pé-embaixo, então você dá espaço. A aproximação do carro vindo atrás é muito rápida e eu não acho que alguém saiba lidar com ela”, encerrou.

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