“Pavarotti” Schumacher cogitou parar após morte de Senna, diz Briatore

25 anos depois do primeiro título mundial de Michael Schumacher, em 1994, o chefe da Benetton naquela temporada, Flavio Briatore, falou um pouco sobre o ano. Para ele, Schumacher foi nas pistas o que Luciano Pavarotti era na música e, por sorte, o alemão decidiu seguir a carreira após os trágicos eventos de San Marino

Na semana em que o primeiro título mundial de Michael Schumacher, em 1994, completa 25 anos, o chefe do alemão naquela empreitada, Flavio Briatore, resolveu falar sobre aquele ano e a rivalidade entre Schumacher e Damon Hill. E fez uma comparação: Michael está para as pistas como Luciano Pavarotti para a música.
 
Segundo Briatore, a Benetton a contratação de Schumacher para a temporada 1992 aconteceu por força da situação. A marca, recém-chegada na Fórmula 1, tinha um projeto ousado, mas faltava orçamento para buscar uma estrela do grid. Olharam, assim, para os novos talentos e encontraram no futuro heptacampeão a solução dos problemas. Schumacher foi o escolhido, apesar de ter apenas uma corrida na carreira e pela Jordan.
 
"A verdade é que não tínhamos grana para contratar um bom piloto – um campeão mundial, uma estrela. Todos riram de nós. Por isso tivemos de procurar algum talento. Para as equipes estabelecidas da F1, éramos um perigo. Uma fabricante de camisas bater as lendas… Reclamavam de nós o tempo todo, mas quando viram Michael no carro, calaram a boca", disse à rede de TV alemã RTL.
O pódio do GP do Pacífico de 1994 (Foto: Reprodução/Twitter)
Apesar de Hill ter se aproximado perigosamente no fim do campeonato, de forma que os dois terminaram o ano numa famosa batida em Adelaide. Segundo Briatore, porém, o inglês não era páreo para o alemão.
 
"Schumacher era o Pavarotti de guiar carros. Ele mudou após a morte de Ayrton Senna, considerou seriamente largar o esporte a motor. Felizmente para todos nós, continuou no ramo. Damon Hill não era um piloto campeão, ele estragou tudo", seguiu.
 
Tudo isso aconteceu após uma desclassificação no GP da Inglaterra daquele ano, em que Schumacher terminou na segunda colocação. O motivo foi a demora para pagar a punição por ultrapassar Hill na volta de apresentação – antes de devolver para a largada. Briatore ainda não aceita a justificativa. 
 
"Aquilo foi uma manipulação, muito injusto. Queriam que nós fracassássemos. Max Mosley [então presidente da FIA] nos enganou. Diabólico!", encerrou.

Dias atrás, Corinna declarou que o sigilo que foi imposto sobre o estado de saúde de Schumacher foi um pedido do próprio alemão. A esposa, no entanto, não detalhou em que momento que o silêncio foi determinado pelo piloto.



A última notícia que havia circulado sobre Schumacher foi uma ida do alemão a um hospital em Paris. Na capital francesa, o heptacampeão foi submetido a um tratamento tido como experimental para o coração, com poucos detalhes divulgados.
 

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