F1

Pérez diz que anos com Ocon na Force India foram “interessantes” e espera por Stroll: “Ele tem talento”

Sergio Pérez viveu dois anos bastante intensos ao lado de Esteban Ocon na Force India, com direito a algumas disputas bélicas. A partir do ano que vem, na nova Racing Point, o mexicano vai ter um novo companheiro de equipe: o jovem canadense Lance Stroll
Warm Up / FERNANDO SILVA, de Interlagos / JULIANA TESSER, de Interlagos
 Esteban Ocon e Sergio Pérez (Foto: Force India)
Nos dois últimos anos, a Force India teve nos boxes uma das duplas de pilotos mais empolgantes do grid da F1. Sergio Pérez, já com alguma experiência, teve ao seu lado o ímpeto do jovem e talentoso Esteban Ocon, piloto que vem sendo lapidado para assumir um lugar na Mercedes no futuro. A relação entre ‘Checo’ e o francês nem sempre foi harmoniosa, com os dois travando muitas disputas que viraram polêmicas, como nos GPs do Azerbaijão e Hungria do ano passado, ou no GP da Bélgica, também em 2017, quando os dois carros se chocaram duas vezes na descida da Eau Rouge, o que instaurou um clima de guerra na equipe de Silverstone.
 
2019 vai proporcionar outra realidade à equipe, agora chamada Racing Point com a mudança de dono, já que o time foi comprado pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll. E é justamente o filho do bilionário, Lance Stroll, o escolhido para substituir Ocon e formar nova dupla com Pérez, dono de oito pódios na F1.
 
Durante o fim de semana do GP do Brasil, Pérez foi perguntado pelo GRANDE PRÊMIO sobre sua avaliação a respeito dos anos ao lado de Ocon e sua expectativa sobre o novo companheiro de equipe.
Sergio Pérez viveu uma parceria intensa com Ocon na Force India (Foto: Racing Point Force India)
Sobre Ocon, Pérez entende que, mesmo sendo mais velho e experiente que o francês, também aprendeu muito. “[Foram anos] interessantes. Esteban é um grande piloto. Acho que também aprendi muito com ele. Ele se desenvolveu, chegou bem preparado à equipe. Foram dois anos muito competitivos, estivemos muito próximos. Felizmente ganhei dele nos dois últimos anos, o que é sempre importante, estar à frente do companheiro de equipe”, analisou.
 
Em 2017, Pérez foi o sétimo colocado no Mundial de Pilotos, sendo assim o ‘melhor do resto’, somando 100 pontos. Ocon ficou logo atrás, em oitavo, com 87 tentos. Já nesta última temporada, o mexicano ficou em oitavo lugar, com 62 pontos e o terceiro lugar no GP do Azerbaijão como seu melhor resultado. Ocon terminou em 12º, com 49 pontos.
 
Em comum, os dois sofreram sobretudo com a falta de desenvolvimento durante boa parte da temporada e a incerteza até sobre o futuro da equipe, até que a Force India foi comprada pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll.
 
Para 2019, a perspectiva é mais otimista com o maior aporte financeiro para financiar o desenvolvimento do carro ao longo do ano. Sobre Stroll, Pérez entende que seu talento vai ser melhor lapidado por uma equipe mais competitiva.
 
“Lance vem de uma grande equipe, seguramente com grandes conhecimentos, e vai poder trazer algumas informações da Williams. Nossa equipe tem grandes engenheiros, que vão ajudá-lo muito a melhorar seu nível, porque talento ele tem e já demonstrou”, salientou.
 
“Ele já conquistou muitas coisas que poucos pilotos aqui têm, como um pódio. Então, ele tem talento. Com esses engenheiros, que são os melhores do mundo, ele vai desenvolver muito o seu nível”, previu Sergio Pérez.