Pérez nega posição de ídolo no México e reitera admiração por criador do Chaves: "Uma referência"

Dedicado aos símbolos do México, Sérgio Pérez não se vê como ídolo em seu país: “Ainda é preciso ganhar”. O piloto também revelou que Roberto Bolaños, o Chespirito, é um de seus grandes ídolos

Primeiro mexicano a conquistar um pódio na F1 desde Pedro Rodriguez em 1971, Sergio Pérez não se considera ainda um ídolo em seu país. “Ainda falta ganhar”, alerta o representante da Sauber. Mas o jovem de 22 anos não deixa de destacar o enorme apoio que possui dos compatriotas, dos principais nomes de seu país, além de contar com o gordo patrocínio de Carlos Slim, o dono da Telmex e homem mais rico do planeta. E por isso procura lembrar sempre os elementos mais emblemáticos do México. 

“Não me vejo como ídolo. Acho que não. Acredito que ainda preciso fazer mais para ser considerado um ídolo. Ganhar. Não penso muito sobre isso, na verdade”, disse o jovem de Guadalajara, em entrevista exclusiva ao Grande Prêmio, em Spa-Francorchamps, no último fim de semana.

Sergio, na verdade, se sente orgulhoso de novamente colocar as cores de seu país na principal categoria de monopostos do mundo e agradece o apoio que possui de seus compatriotas. “O que posso dizer e que me deixa muito orgulhoso é que estou recebendo muito apoio do povo do México. Isso é a melhor resposta”, afirmou e, ao ser questionado sobre a possibilidade de uma corrida no país, o piloto apenas declarou que seria especial.

“Eu acho que correr em seu país, diante de sua torcida é algo muito especial. Acredito que, se realmente acontecer, será muito especial”, completou.

Piloto adotou o símbolo do famoso personagem Speedy Gonzales (Foto: Sauber)

Um exemplo da dedicação com os símbolos de seu país aconteceu em Mônaco neste ano. Pérez decidiu homenagear um dos principais ícones da televisão mexicana na etapa em Monte Carlo. O piloto estampou no capacete o símbolo de um dos personagens mais famosos do ator, escritor e diretor Roberto Bolaños, também conhecido no México como Chespirito. No Brasil, o ator dá vida ao Chaves. O personagem escolhido por Pérez foi o herói Chapolin Colorado. 

“É uma referência no meu país. Faz parte da cultura e da minha infância e de muitos que conheço. É um dos meus maiores ídolos. Tem uma história muito bonita e por isso decidi que era hora de homenageá-lo. E ele gostou muito, agradeceu. Para mim, foi algo especial. Emocionante”, revelou Sergio, que também tomou para si o símbolo de outro personagem bastante famoso, o Speedy Gonzales, o Ligeirinho. 

“Sempre me chamaram assim durante grande parte da carreira. Sempre lembravam dele. Então, um dia a equipe me deu um bonequinho e agora levo sempre comigo”, acrescentou.

O Grande Prêmio cobre 'in loco' neste fim de semana a 13ª etapa do Mundial de F1, o GP da Itália, direto de Monza, com Evelyn Guimarães.

 

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