Perto do Q3 e 0s1 atrás da Ferrari com Williams, Russell comemora: “É inacreditável”

George Russell conseguiu o feito de colocar a Williams além do Q1 pela primeira vez desde que Sergey Sirotkin avançou ao Q2 do GP do Brasil de 2018. O britânico por pouco não passou para a fase final da classificação do GP da Estíria de Fórmula 1 e ficou a 0s1 dos tempos das Ferrari de Sebastian Vettel e Charles Leclerc. Agora, o piloto quer mais: “Os pontos são a meta”

Há muito tempo que a Williams não tinha grandes motivos para comemorar. Mas George Russell colocou um sorriso no rosto de Claire Williams e funcionários da equipe de Grove ao brilhar na classificação do GP da Estíria de Fórmula 1 neste caótico e chuvoso sábado (11) no Red Bull Ring. O prodígio de 22 anos encarou o traiçoeiro asfalto austríaco e fez grande volta no Q1, deixando para trás a Ferrari de Charles Leclerc, a Red Bull de Alexander Albon e a Racing Point de Sergio Pérez, fechando a primeira parte da sessão em 12º. Foi a primeira vez que a Williams passou para o Q2 desde Sergey Sirotkin no GP do Brasil de 2018.

Na segunda parte, Russell continuou muito bem, aproveitou a melhora da pista e não cometeu erros. E, por muito pouco, não passou para o Q3. O britânico cravou 1min19s636 na sua melhor volta e garantiu o 12º lugar no grid, sua melhor posição de largada na Fórmula 1.

George ficou muito perto dos tempos obtidos pelos carros da Ferrari. Sebastian Vettel foi o décimo no Q2 com 1min19s545, enquanto Leclerc marcou 1min19s628. A Williams #63 ficou pouco mais de 0s1 dos carros da escuderia italiana, um feito que levou o piloto a festejar muito.

George Russell deu um show no molhado neste sábado no Red Bull Ring (Foto: Williams)

“É inacreditável!”, comemorou Russell em entrevista à emissora Sky Sports. “Foi ótimo pilotar assim. Dei tudo o que tinha”, declarou.

“Se alguém dissesse que estaríamos a 0s1 das Ferrari e rumo ao Q3, jamais acreditaria nisso. Mas foi muito legal. Foi difícil e o carro balançou muito, mas foi incrível”, ressaltou o feliz piloto.

A visibilidade, ou a falta dela, chamou a atenção de Russell, que contou ter guiado no limite do risco. “No começo do Q1, foi complicado algumas vezes. Simplesmente não conseguia enxergar nada nas retas. A melhor forma de descrever é quando você desce a estrada e desliga o limpador de para-brisa. Você guia com aceleração máxima na curva 3, a quase 320 km/h, e não consegue ver nada. É spray e só spray”, descreveu.

“Mas esse foi o momento mais difícil. Quando as coisas melhoraram um pouco, dei tudo de mim e fiz uma boa volta. Também estou feliz porque todos estão trabalhando nesses carros. O que aconteceu não reflete a velocidade do carro, mas dá um impulso à equipe”, acrescentou.

Ao finalizar, Russell deixa claro que não vai se contentar apenas com os sorrisos do sábado. “Espero que possamos seguir com isso. Surpreendentemente, nossa velocidade parece muito boa nas retas. Os pontos são a meta, mas temos de esperar e ver”, concluiu.

A largada do GP da Estíria está marcada para 10h10 (horário de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

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