Na fila, pilotos da Alpine na Fórmula 2 pregam foco em título e relativizam futuro de Ocon

Tão perto e tão longe: Guanyu Zhou, Oscar Piastri e Christian Lundgaard são vinculados à academia da Alpine e lutam por vitórias na F2. Entretanto, a fila tende a empacar se Esteban Ocon renovar com a equipe de Enstone

Depois de Toto Wolff, chefe da Mercedes, dizer que Esteban Ocon está na lista de candidatos para assumir uma vaga na equipe na temporada de 2022, Laurent Rossi, CEO da Alpine, não perdeu tempo e confirmou que pretende renovar o contrato do francês. O executivo, inclusive, já abriu as negociações com seu piloto, que tem vínculo válido até o fim deste ano. Mas como fica a situação dos jovens ligados ao programa de desenvolvimento da Alpine e que sonham com uma vaga na Fórmula 1?

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Como resultado, a mudança parece fechar as portas para a Alpine promover um dos jovens pilotos da sua academia: são três na Fórmula 2 e outros dois na Fórmula 3. Guanyu Zhou, líder da principal categoria de acesso à F1, Christian Lundgaard e Oscar Piastri, atual campeão da F3, disputam a F2, enquanto o brasileiro Caio Collet e o francês Victor Martins correm pela F3.

Mas como os jovens pilotos da Fórmula 2 encaram a provável falta de perspectiva sobre uma ascensão à F1, visto que, além da muito possível renovação com Ocon, a Alpine tem Fernando Alonso com contrato válido até 2022? Publicamente, o tom é de não confrontar as decisões do Grupo Renault, mas, nas entrelinhas, há uma insatisfação no ar.

“Em primeiro lugar, é bom que mais equipes da Fórmula 1 estejam oferecendo oportunidades para mais novatos e jovens pilotos”, disse Zhou, vencedor da corrida 1 do fim de semana da Fórmula 2 em Mônaco, durante em entrevista à revista britânica Autosport.

“Meu trabalho é ter um bom desempenho na F2 e impressionar a Alpine. E então, acho que durante o meio do ano e conforme for o campeonato, teremos um plano melhor para o futuro e espero ter a oportunidade de pisar na F1 muito em breve”, afirmou o chinês de 21 anos.

GUANYU ZHOU; MÔNACO; CORRIDA 1; UNI-VIRTUOSI;
Guanyu Zhou partiu para a vitória na corrida 1 em Mônaco (Foto: Formula Motorsport Ltd./UNI-Virtuosi)

Oscar Piastri, sensação da Fórmula 2 depois de ter vencido uma das corridas de abertura da temporada, foi contratado pela badalada equipe italiana Prema. O australiano de 20 anos recém-completados, apadrinhado por Mark Webber, vem de títulos na Fórmula Renault Eurocup, em 2018, e da Fórmula 3, no ano passado. No entendimento do jovem, a Fórmula 1 seria o passo natural em uma eventual nova conquista de título na F2.

“Ainda é muito cedo para pensar nisso e não tenho ideia de como é a situação das vagas na Alpine no próximo ano” disse Piastri. “Estou apenas me concentrando primeiro neste fim de semana, em Mônaco, e tentando o melhor que posso na F2 para deixar a Alpine e minha gestão decidirem se querem me dar um assento na F1”, comentou.

“Mas disse em algumas entrevistas antes que, se tiver sucesso este ano e conseguir ganhar o campeonato, então seriam três títulos consecutivos, então realmente não sei o que mais posso fazer além que isso”, concluiu.

Lundgaard, piloto dinamarquês de 19 anos que representa a ART Grand Prix na sua segunda temporada na Fórmula 2, concorda com a opinião de que só mesmo um bom desempenho na classe de acesso vai credenciá-lo a um lugar no grid mais cobiçado do automobilismo mundial.

“Eles [Ocon e Alonso] estão em posição mais favorável a já terem as vagas, então eles precisam fazer seu trabalho. Se eles agradarem, obviamente terão outra chance. Eu preciso fazer melhor do que eles e realmente brilhar”, declarou o piloto, que abandonou a corrida 1 deste fim de semana de F2 em Mônaco em razão de problemas no motor.

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