Piquet aponta Alonso como “politicamente muito ruim” para equipes de F1: “Cria vários problemas”

Nelson Piquet vê Fernando Alonso como um piloto “fantástico”, mas causador de problemas. O brasileiro acredita que o espanhol poderia ter “três, quatro ou cinco títulos” se não fosse “politicamente ruim” para equipes de F1

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Rápido, mas causador de problemas. Esta é a forma que o tricampeão Nelson Piquet encontrou para definir Fernando Alonso, que se acostumou a envolver com polêmicas ao longo da carreira na F1. Aos olhos do brasileiro, o espanhol se provou “politicamente ruim” para equipes da categoria.
 
“Ele teve a chance de talvez ter três, quatro ou cinco títulos, mas sempre teve confusão nas equipes dele”, comentou Piquet. “Ele cria vários problemas e todos acabam abandonando a equipe. Alonso é fantástico para pilotar o carro, mas politicamente é muito ruim para qualquer equipe”, seguiu.
Nelson Piquet analisou Fernando Alonso (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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Fernando Alonso conseguiu uma boa relação com a Renault, levando o bicampeonato em 2005 e 2006. Mas isso acabou se provando a exceção: as passagens subsequentes por McLaren, Ferrari e novamente Renault criaram a imagem de um piloto desagregador. Aos olhos de Piquet, isso tem a ver com as frequentes trocas de equipe promovidas pelo asturiano.
 
“Se você quer ir para a melhor equipe o tempo inteiro, isso não faz bem. Você muda, a equipe muda. É importante ser paciente”, apontou o brasileiro.
 
Piquet e Alonso são de duas gerações distintas de pilotos, mas isso não impediu que as famílias tivessem problemas na F1. Um dos grandes escândalos relacionados a Fernando foi o ‘Singapuragate’, quando Nelsinho Piquet – filho do tricampeão –, causou uma batida proposital. O incidente acabou com a corrida do jovem piloto, mas permitiu que o bicampeão vencesse o GP de Singapura de 2008.
 
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