Pirelli deixa supermacios de lado na escolha dos pneus para GPs da Austrália, Malásia, Bahrein e China

Conservadora, fabricante italiana vai levar pneus médios para todas as quatro primeiras provas. Pneus duros serão utilizados só no GP da Malásia, ao passo que os supermacios foram deixados de lado

Terminados os testes de pré-temporada, a Pirelli anunciou quais pneus levará para as quatro primeiras etapas da temporada 2014. A escolha deixou de lado os pneus supermacios e deu prioridade aos médios e macios.

Na Austrália, na abertura do campeonato, em 16 de março, pilotos e equipes terão à disposição justamente esses compostos.

Na Malásia, duas semanas depois, a opção foi pelos duros e pelos médios. A prova de Sepang é tradicionalmente disputada debaixo de um calor escaldante no Sudeste Asiático e é bastante exigente do ponto de vista dos pneus.

Para as provas do Bahrein e da China, voltam a ser utilizados os médios e os macios.

Pneus médios são os preferidos da Pirelli (Foto: Pirelli)

“A Os pneus médios e macios correspondem às condições esperadas para o GP da Austrália, do Bahrein e da China, considerando que queremos um equilíbrio correto entre desempenho e uma estratégia de duas ou três paradas. As condições mais quentes e abrasivas da Malásia nos levaram a escolher os pneus duros e médios, como fizemos no ano passado”, explicou o diretor-esportivo da Pirelli, Paul Hembery.

As diferenças entre os compostos são consideráveis, o que deve resultar em estratégias variadas por parte das equipes. O pneu macio é entre 1s3 e 1s5 mais rápido que o médio por volta, mesma lacuna existente entre o médio e o duro.

Além disso, os compostos construídos pela Pirelli para 2014 são mais resistentes. A marca acredita que conseguiu elaborar um produto com a mesma performance, mas mais durável. O objetivo é evitar a repetição dos problemas apresentados no ano passado e ajudar a marca a zelar por sua imagem, que estava ficando arranhada.

Após a conclusão dos testes, Hembery se mostrou satisfeito com os resultados. “Os pneus de 2014 são mais consistentes e desgastam menos que seus antecessores, sem comprometer o desempenho. Também atingimos outro objetivo: reduzir o farelo que fica jogado na pista”, destacou.

Ao todo, foram percorridos 36.974 km nos 12 dias de testes dessa pré-temporada. Esse número foi bem maior em 2013: 49.942 km. A redução se deu por causa da introdução das novas unidades de força da F1, V6 turbo 1.6 L com um sistema mais elaborado de recuperação de energia.

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