Pirelli exclui desgaste como culpado por estouro de pneus e vê causa externa “provável”

Mario Isola, chefe do projeto da Pirelli na Fórmula 1, afirmou que os problemas de Lance Stroll e Max Verstappen não foram causados por desgaste

A Pirelli terminou o GP do Azerbaijão deste domingo (6) em voga após Lance Stroll e Max Verstappen – esse a alguns minutos de ganhar a corrida – sofrerem estouros de pneus e batidas, como consequência, no circuito de rua de Baku. Mas a fabricante única dos pneus do Mundial de Fórmula 1 afirmou, em rápida investigação preliminar ainda na pista, que a culpa não foi de desgaste excessivo.

Com relação aos acidentes de Verstappen e Stroll, foi a única afirmação taxativa que fez Mario Isola, chefe da fábrica no projeto da F1. Se a causa não foi desgaste, especulou que deve ter sido um problema externo – o que será confirmado após testes mais elaborados na fábrica central da Pirelli, na Itália.

Mas relatou um outro caso: Lewis Hamilton também tinha cortes no pneu traseiro esquerdo quando voltou aos boxes na bandeira vermelha. Pelas características deste corte num pneu inteiro, concluiu que o corte se deu por conta de destroços na pista.

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Lance Stroll arrebentou o carro no muro (Foto: Reprodução)

“Claro que não tivemos tempo de fazer uma investigação completa, precisamos mandar os pneus para Milão. O plano é mandar os dois jogos [Stroll e Verstappen] de avião amanhã para colocá-los em nossos laboratórios o mais rapidamente possível e investigá-los, além de outros jogos que foram usados no mesmo período. Somente avaliando esses pneus de outros pilotos, não encontramos nada”, afirmou.

“Creio que posso excluir a possibilidade que as falhas foram por conta de desgaste, porque não é uma questão de desgaste. Encontramos cortes dentro dos pneu traseiro esquerdo usado por Lewis Hamilton no mesmo stint. O corte era profundo e bem grande, provavelmente entre 6 e 7 cm, mas não estava cortando o núcleo, só parte da borracha. O pneu estava inteiro”, disse.

“Quando houve a bandeira vermelha e Lewis foi para o pit-lane e mudou os pneus, encontramos o corte. O traseiro esquerdo não é o mais forçado em Baku, é o traseiro direito. Isso é uma investigação apenas preliminar. Outro elemento é que não teve sinal algum de acordo com as equipes. Recebemos a telemetria, mas já falaram que não houve aviso ou vibração, nada que adiantasse que tinha alguma coisa errada Esses elementos coletados nesse pequeno período de tempo entre a ida dos carros para a garagem e cerca de uma hora após o fim da corrida, então precisamos de tempo”, seguiu o diretor da Pirelli.

“Não quero tirar conclusões preliminares, mas parece que é por conta de destroços na pista. Como eu disse, não é o pneu que sofre mais nessa pista e temos evidências de outro corte, no mesmo lugar em que dois outros carros tiveram seus problemas. Os dois acidentes aconteceram com diferença de poucas voltas e na mesma parte da pista. Tivemos vários outros carros que deram a mesma quantidade de voltas e não tiveram problemas, então a investigação preliminar diz que é provavelmente a causa é externa – sujeito, zebra ou qualquer outra coisa”, falou.

Com relação ao corte relatado no pneu de Hamilton, porém, foi mais assertivo. “É claramente causado por destroços. Está claro, porque o pneu ainda está inteiro e dá para ver que o corte não tem uma direção específica, é um corte que vem de fora”.

Após o GP do Azerbaijão, a Fórmula 1 continua com o GP da França em duas semanas.

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