Pirelli pretende manter mesma abordagem de 2014 na escolha dos pneus e quer dois ou três pit-stops por corrida

A Pirelli foi criticada em algumas provas do ano passado por fazer escolhas de pneus consideradas conservadoras, mas pretende continuar da mesma maneira neste ano. O objetivo é ter corridas com duas ou três paradas

Com o objetivo de fazer corridas com duas ou três paradas, a Pirelli vai manter em 2015 a mesma abordagem que adotou no ano passado na hora de escolher os compostos que serão enviados a cada circuito do campeonato.

 
Por vezes, a fabricante italiana foi criticada em 2014 por fazer escolhas consideradas conservadoras. No GP do Brasil, em novembro, a marca chegou a mudar a seleção inicial dos pneus após pedidos de equipes e pilotos e preparou os compostos macios e médios para Interlagos em vez dos médios e duros. E, no novo asfalto de Interlagos, isso acabou proporcionando uma corrida interessante.
 
No entanto, a fabricante ressalta que com apenas quatro tipos de pneus para toda a temporada é complicado alcançar seus objetivos em todos os circuitos.
 
“O nosso foco ainda é o mesmo: queremos ter de duas a três paradas. Mas com quatro compostos para 20 corridas e dez carros diferentes, não é fácil encontrar sempre a melhor escolha”, disse o gerente de corridas da marca, Mario Isola, ao ser perguntado pelo GRANDE PRÊMIO.
 
“Fora isso, ano passado tivemos uma corrida completamente nova em que o asfalto era um pouco estranho comparado com o que conhecemos e não pudemos medi-lo antecipadamente, o que costumamos fazer, e a aderência mecânica era muito alta. Queremos voltar a Sochi na primavera e avaliar melhor. Outra corrida foi Interlagos. Naquele caso, mudamos a escolha dos pneus e tivemos um bom número de pit-stops. Obviamente, há corridas em que é difícil. Em Monte Carlo, nem com supermacios e macios dá para imaginar três pit-stops. Só se tivesse um pneu especial para lá, o que o regulamento não permite”, relatou.
 
O caminho mais ‘conservador’ de 2014 havia sido pela Pirelli antes mesmo de o campeonato começar, já na concepção dos pneus para o início da era dos motores V6 turbo. Com o maior torque dos motores e a falta de testes na categoria, a fabricante seguiu uma rota mais segura para garantir que não enfrentaria problemas — e a decisão deu resultado.
 
Para 2015, foram feitos ajustes na construção dos compostos cujos resultados puderam ser comprovados ao longo da pré-temporada, de acordo com Isola. “No ano passado, coletamos muitas informações, percebemos que tínhamos picos de temperatura e decidimos fazer uma nova construção para distribuir melhor isso. Também pensamos na tração. Os pilotos vão poder pisar mais cedo no acelerador”, disse.
Pirelli disse que ficou contente com os resultados dos testes (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
A primeira escolha de pneus
 
Assim como em 2014, os pneus macios e médios foram escolhidos para o GP da Austrália, prova de abertura do campeonato. A corrida será disputada no Albert Park, em Melbourne, neste domingo (15).
 
“Estes pneus cobrem bem as exigências da pista de Melbourne”, afirmou o diretor esportivo da Pirelli, Paul Hembery.
 
Também já foram anunciados os compostos dos GPs da Malásia, da China e do Bahrein. Em Sepang, os médios e duros serão usados. Nas outras duas, os macios e médios retornam.
 
“Tudo o que sabemos com certeza é que a performance vai aumentar ainda mais durante o ano, o que naturalmente terá um efeito na interação entre carros e pneus. O comportamento dos pneus esteve de acordo com as nossas expectativas durante a pré-temporada, mas é claro que você não pode comparar testes a corridas de verdade, com os pilotos andando no limite. É por isso que este fim de semana em Melbourne é tão esperado por todos”, acrescentou.

EU QUERO É MAIS

O brasileiro Felipe Massa se mostrou contente com o desenvolvimento do motor Mercedes para a temporada 2015 do Mundial de F1, mas quer ver a montadora alemã extraindo ainda mais performance do já superior V6 turbo. "Eu espero que tenha mais por vir", afirmou o piloto da Williams. Neste ano, o limite de unidades de força que podem ser usadas durante toda a temporada caiu de cinco para quatro. Isso significa que cada um precisará ser usado em média por cinco corridas.

O FOCO É 1

Kevin Magnussen achou que não teria mais chance de andar na F1 em 2015, depois que a McLaren decidiu contratar Fernando Alonso para reeditar, ao de Jenson Button, a parceria com a Honda na maior das categorias. O piloto, que vinha da primeira temporada como titular, foi rebaixado para o posto de reserva. Só que o estranho acidente do espanhol durante a segunda semana de testes da pré-temporada mudou todos os planos da equipe inglesa e do próprio bicampeão.

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