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F1

Por contratos até fim de 2020, F1 vê temporada até 2021 como última opção

A opção de levar a temporada 2020 até o começo de 2021 criaria problemas burocráticos para o mundo da F1, com uma série de contratos por vencer em 31 de dezembro. A revista alemã ‘Auto Motor und Sport’ indica que a manobra só vai em frente se for necessária para assegurar um mínimo de 15 GPs

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A possibilidade de uma temporada 2020 se encerrando apenas no começo de 2021 ganhou força nas últimas semanas, dada as dificuldades da Fórmula 1 de encaixar corridas adiadas pela pandemia do coronavírus. Só que, por mais possível que seja, é um caminho que a categoria quer evitar tanto quanto possível: realizar corridas em janeiro ou fevereiro do próximo ano criaria problemas burocráticos para contratos válidos apenas até o fim de dezembro.
 
A informação é da revista alemã ‘Auto Motor und Sport’. A publicação destaca três grandes problemas no caso de uma temporada indo além de 31 de dezembro: o Pacto de Concórdia vigente, os contratos de equipes com pilotos e os de equipes com patrocinadores precisariam todos ser prolongados, mesmo que por apenas um mês.
 
Com 13 pilotos ficando sem contrato após 31 de dezembro, uma situação inusitada pode surgir. Um competidor que decida trocar de equipe para 2021 pode ser impedido de disputar os GPs finais de 2020, isso no cenário de adiamentos para janeiro e fevereiro.
Dos 20 pilotos da F1, 13 ficam sem contrato em 31 de dezembro (Foto: Diego Mejia/Twitter)
O adiamento de provas para o começo de 2021 é uma medida incômoda para a F1, mas que talvez seja necessária. Ainda de acordo com a ‘Auto Motor und Sport’, o Liberty Media tenta realizar 15 GPs na temporada de um jeito ou de outro. É que algumas emissoras de televisão contam com cláusulas contratuais que permitem renegociação de valores caso um número inferior de provas seja realizado. Isso, em outras palavras, significaria uma perda financeira do ponto de vista da gestora da categoria.
 
A temporada 2020 começa, no cenário mais otimista de todos, em junho. O GP do Canadá tem a duvidosa honra de abrir os trabalhos. Em cenário mais realista, também levantado pela ‘Auto Motor und Sport’, é possível que o GP da Inglaterra, em julho, seja o primeiro. O fato de que sete das dez equipes do grid tem sede no próprio Reino Unido já joga a favor da manobra.
 
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