Por entrada da parceira ART na F1, McLaren se posiciona em favor da proposta de carro cliente

Diretor-esportivo da McLaren, Éric Boullier não escondeu o desejo de ter no grid a parceira ART Grand Prix, equipe que domina a GP2 em 2015. Na visão do engenheiro francês, a adoção dos carros clientes pela F1 significaria uma solução para elevar a competitividade da categoria, mas sem implicar “custos proibitivos”

Se depender da McLaren, a proposta de adoção dos carros clientes pela F1, em estudo pelo Grupo de Estratégia, será aprovada com louvor. De acordo com o diretor-esportivo Éric Boullier, a mudança no conceito seria importante para a entrada da parceira ART Grand Prix na F1. A escuderia francesa, que hoje é a principal da GP2, tem como pilotos atualmente o belga Stoffel Vandoorne, líder do campeonato e forjado pelo programa de jovens pilotos da McLaren, e Nobuharu Matsushita, ligado à Honda.

Na visão de Boullier, a entrada da ART como satélite da McLaren na F1 serviria de forma semelhante à Toro Rosso em relação à coirmã Red Bull, como laboratório dos pilotos oriundos do seu programa de desenvolvimento.

Parceira da McLaren, a ART Grand Prix de Stoffel Vandoorne tem até mesmo o layout igual ao da equipe de Woking (Foto: GP2)

Contudo, o dirigente francês entende que um possível ingresso da ART no Mundial de F1 só seria possível com a adoção dos carros clientes, uma vez que os custos cada vez mais altos da F1 impedem grandes investimentos.

“Nós gostamos da ideia de que uma equipe da GP2, como a ART, possa vir e comprar ou alugar duas McLaren. Imediatamente eles seriam competitivos sem ter de fazer grandes investimentos. E, na sequência, o espetáculo seria melhor e daria, por exemplo, aos nossos jovens Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne a chance de fazer alguma coisa”, destacou o engenheiro em entrevista à revista britânica 'F1 Racing'.

“Um dos problemas hoje é o custo de ser competitivo. Esta é uma solução para termos carros mais competitivos no grid, mas sem custos proibitivos”, acrescentou.

Contudo, a proposta dos carros clientes é amplamente criticada pelas equipes menores do grid. Graeme Lowdon, da Manor, é um dos maiores opositores da medida.

“As pessoas dizem que os carros clientes vão reduzir os custos. Se esse for o caso, então a Manor deveria fornecer para todos, já que nós fazemos isso mais barato do que qualquer um. Mas está claro que isso jamais será aceito. Os carros clientes não resolvem o problema fundamental, apenas torna mais fácil às pessoas chegarem e saírem da F1”, criticou o britânico.

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