Por falta de vagas, chefe da Mercedes ameaça encerrar programa de pilotos: “Vou discutir no fim do ano”

Esteban Ocon e George Russell causam boa impressão, mas estão longe de ter destino garantido em 2019 – isso um ano após o fracasso na missão de manter Pascal Wehrlein na F1. A situação leva Toto Wolff, chefe da Mercedes, a questionar se ter um programa de jovens pilotos ainda vale a pena

A dificuldade para alocar pilotos na F1 faz a Mercedes repensar o desenvolvimento de jovens talentos. Toto Wolff, ainda sem uma solução para o 2019 de nomes como Esteban Ocon e George Russell, acredita que não faz tanto sentido investir dinheiro em uma operação que se tornou complexa.
 
Ocon corre o risco de ser demitido da Force India ainda em 2018 e tem uma negociação truncada com a McLaren. Russell, atual líder da F2, ainda não aparece com força no radar das equipes da F1. Isso apenas um ano após a Mercedes falhou na tentativa de achar uma nova casa para Pascal Wehrlein.
 
“Temos três jovens muito talentosos e com falta de oportunidades”, definiu Wolff, questionado pelo ‘Motorsport.com’. “Chegamos ao ponto em que temos que decidir o que fazer no futuro. Manter uma equipe júnior não é uma opção. Colocar 80, 90, 100 milhões em todos os anos para que seus pilotos tenham vagas em uma equipe júnior não é algo que eu gostaria de fazer. Por outro lado, se os pilotos ficam com estigma de pilotos da Mercedes, isso não parece ser o melhor para vende-los [para outras equipes]”, seguiu. A Renault admitiu recentemente que descartou Ocon para 2019 pelo vínculo com a marca alemã.
Esteban Ocon não tem 2019 garantido (Foto: Force India)

“Eu, sendo um piloto de coração, ainda sinto que o melhor talento precisa ser apoiado e desenvolvido”, disse Wolff. “Espero encontrar uma solução para esses caras. Se não pudermos achar uma solução para eles, então eu passaria a questionar o futuro do programa júnior. Aí voltaríamos ao formato de pilotos pagantes”, alertou.

 
A Mercedes apoia nomes como Ocon, Russell e Wehrlein com a expectativa de garantir uma linha de sucessão na equipe principal. Acontece que as vagas estão em posse de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, já garantidos para 2019.
 
“Não faz muito sentido [apoiar jovens pilotos] se não der para achar um espaço para eles na F1. Isso seria uma pena para o nível de pilotos na F1. Eu vou discutir isso com os dirigentes [da Mercedes] no fim do ano, dependendo do que acontecer com George, Pascal e Esteban”, encerrou Wolff.
George Russell lidera a F2, mas sofre para encontrar espaço na F1 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)

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