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F1

Por segurança, Ecclestone diz que cancelaria temporada se ainda chefiasse F1

Chefão da Fórmula 1 por praticamente quatro décadas, Bernie Ecclestone comentou o que pensaria em fazer neste momento, durante a pandemia do coronavírus: cancelar a temporada, foi a resposta

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Bernie Ecclestone foi o homem mais poderoso da Fórmula 1 durante quase 40 anos, até a venda das ações para o Liberty Media, em setembro de 2016. Desta forma, as opiniões dele com relação ao Mundial ainda são importantes, naturalmente. Segundo o ex-supremo, caso ele ainda desse as cartas na F1, a temporada 2020 já teria sido cancelada por conta da pandemia do coronavírus
 
Na semana em que a Fórmula 1 comunicou que pretende fazer uma temporada de até 18 corridas, Ecclestone deixou claro que não tentaria algo assim. De acordo com ele, a única medida de segurança cabível é não realizar o campeonato e ainda evitar que gente envolvida com a F1 faça qualquer coisa baseada em eventos incertos. 
 
"O que eu faria hoje? Acredito que avisaria a todos que encerraríamos as conversas de realizar qualquer corrida nesse ano. É a única coisa segura possível para todos, então ninguém ia começar a fazer negócios bobos que talvez sequer possam acontecer. É infeliz, mas é a realidade", afirmou em entrevista à agência de notícias Reuters.
Bernie Ecclestone (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
A decisão de Ecclestone reflete a escolha que já foi feita pelo Comitê Olímpico Internacional em relação aos Jogos Olímpicos de Tóquio, Uefa sobre a Eurocopa e a Conmebol sobre a Copa América, todas adiadas em um ano. 
 
Sobre a tentativa de Chase Carey, diretor-executivo da F1, em manter um calendário com entre 15 e 18 corridas, Ecclestone comentou sobre o que vê como maior barreira: os organizadores locais.  
 
"Ficaria muito, muito, muito surpreso se eles conseguissem alcançar isso. Espero que consigam, realmente espero. Poderiam realizar três ou quatro corridas no começo do ano que vem que ainda contassem para o campeonato de 2020. O problema é onde serão essas corridas que as equipes poderão ir e os promotores querem sediar", avaliou.
 
"Precisa de uma remontagem ótima do calendário, o que dá para fazer enquanto você espera. O grande problema é convencer promotores a realizarem as corridas", encerrou. 
 
O comunicado da F1 também afirmou que a temporada começará no verão europeu, que inicia no próximo dia 20 de junho. A próxima corrida do campeonato ainda não adiada é o GP do Canadá, uma semana antes, no dia 14. 
 
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