F1

Prancheta GP: Como Ferrari e Red Bull levaram soluções (microscópicas) para o GP da Rússia

O Prancheta GP deste início de semana fala sobre as interessantes soluções utilizadas por Ferrari e Red Bull no GP da Rússia, corrida vencida por Lewis Hamilton e a Mercedes. As pequenas mudanças foram analisadas pelo jornalista Paolo Filisetti para o GRANDE PRÊMIO

GRANDE PRÊMIO / PAOLO FILISETTI, de Sóchi
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Embora exija alto downforce e, portanto, seja uma pista que se enquadra na mesma categoria que Singapura, Sóchi acaba sendo diferente pela presença de retas longas e algumas curvas longas. Como se tratava de uma corrida realizada apenas uma semana após a de Marina Bay, não era razoável esperar várias inovações técnicas, exceto as adaptações relacionadas às diferenças entre as duas pistas mencionadas anteriormente. 
 
As previsões foram, no nível macroscópico, cumpridas com todos os carros na mesma configuração de Singapura, apenas mostrando pequenas diferenças na incidência de flaps e no perfil principal da asa traseira. É claro que uma exceção foi representada pela suspensão dianteira da Mercedes – algo que apresentamos em nossa análise anterior, durante o fim de semana do GP da Rússia
 
Quanto às adaptações às características do autódromo da Rússia, foi interessante notar que a Ferrari apenas adaptou toda a configuração de Singapura com a única variação representada pelo perfil de ‘colher’ da asa traseira combinado com as placas laterais de alta carga que estrearam em Marina Bay. 
 
Em poucas palavras, a Ferrari foi capaz de capitalizar o alto downforce fornecido pelas evoluções trazidas em Singapura e, assim, foi possível para a SF90 reduzir um pouco o ângulo das asas. 
 
A Red Bull, por outro lado, levou um desenvolvimento visível dos bumerangues colocados na parte superior dos bargeboards, caracterizados por um perfil sinuoso diferente da ponta principal. Obviamente, foi um desenvolvimento com a função de otimizar os fluxos direcionados para os lados das laterais, a ser considerado permanente também em função de corridas nas quais a troca de calor será bastante reduzida, como no GP do México.
Os destalhes da SF90 e do RB15 em Sóchi:
A configuração da SF90 era praticamente a mesma de Singapura, diferindo apenas em termos de incidência dos flaps e da asa traseira equipada pelo perfil de ‘colher’, mas acoplada aos anteparos na versão de alto downforce, sem os respiradouros horizontais superiores (Ilustração: Paolo Filisetti)
A Red Bull introduziu no RB15 uma nova adaptação dos bumerangues na parte superior dos bargeboards. Essa mudança deve garantir uma gestão mais eficiente dos fluxos para as entradas dos sidepods, em favor de uma melhor troca de calor, o que deve também atender às severas condições do GP do México (Ilustração: Paolo Filisetti)
 
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