Presidente da FIA afirma que alto preço dos motores é “principal problema da F1” na atualidade

Jean Todt criticou Mercedes e Ferrari pelo fato de as fábricas não terem a intenção de reduzir suas pedidas para entregar seus motores às equipes clientes. Quanto ao desempenho, o presidente da FIA acredita que a Ferrari e também Honda e Renault alcançarão em breve a Mercedes no topo: “É só questão de tempo”

Atualmente, as equipes clientes chegam a desembolsar mais de € 20 milhões para comprar das montadoras os motores utilizados ao longo da temporada. Uma quantia bastante significativa considerando o cenário atual do esporte e da economia mundial. Na visão de Jean Todt, o alto custo das novas unidades de potência é o principal problema da F1 na atualidade. O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pregou a busca por soluções que possam reduzir o valor cobrado pelas montadoras.

“Acredito que agora, o principal problema é o preço dos motores para as equipes cliente. É muito caro. Pedi aos fabricantes que considerem reduzir o preço, mas eles não parecem muito interessados nesse assunto. Precisamos de soluções que funcionem melhor”, declarou o dirigente francês em entrevista à emissora finlandesa MTV 3 durante visita à capital, Helsinki.

Presidente da FIA, Jean Todt detonou o custo alto dos motores da geração atual da F1 (Foto: Getty Images)

Todt entende que a diferença de performance que hoje separa Mercedes de Ferrari, Renault e Honda deve ser cada vez menor. “É verdade que uma das equipes têm feito um trabalho melhor com as unidades de potência. Mas o outro fabricante está muito perto e acredito que os outros os alcançarão também. Isso é só questão de tempo”, disse o ex-chefe da Ferrari na F1.

Por sua vez, Toto Wolff, diretor-esportivo da Mercedes, disse que reduzir os preços dos motores não é uma tarefa das mais fáceis.

“Teria um grande impacto porque, em uma corporação, você estabelece seu negócio, justifica seu investimento e então assina os contratos. Se isso tiver de ser ajustado ou alterado porque o ambiente se tornou mais difícil, é um tremendo desafio para uma organização como a nossa”, comentou.

“Você precisa encontrar uma solução, um plano, e justificar por que está mudando as coisas, portanto essa é a parte complicada”, avaliou o austríaco, indicando que não é favorável à redução dos preços cobrados pela Mercedes.

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