F1

Preterido, Valsecchi mostra irritação com opção da Lotus por Kovalainen: “Nem em atividade está”

O italiano Davide Valsecchi entenderia se a Lotus pegasse Pastor Maldonado ou Nico Hülkenberg para os GPs dos Estados Unidos do Brasil, mas entende que deveria ter sido a terceira opção, e não o finlandês Heikki Kovalainen

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

O posto de reserva de Davide Valsecchi nada valeu quando a equipe precisou procurar um substituto para o finlandês Kimi Räikkönen, o que deixou o campeão da GP2 de 2012 bastante frustrado.

Sem seu principal piloto, que foi submetido à uma cirurgia nas costas, a Lotus tentou contratar o alemão Nico Hülkenberg para os GPs dos Estados Unidos e do Brasil. Com a negativa do piloto da Sauber, o time de Enstone chamou outro finlandês, Heikki Kovalainen, reserva da Caterham.

Em entrevista a jornalistas italianos no paddock de Austin, Valsecchi disse que entenderia se Hülkenberg ou mesmo Pastor Maldonado, que negociam um lugar para a temporada 2014, chegassem mais cedo. O convite a Kovalainen é que não desceu muito bem.

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Davide Valsecchi não gostou nada de ser preterido por Heikki Kovalainen (Foto: Andrew Ferraro/ Lotus)
“É um golpe duro. Do ponto de vista esportivo, é uma tragédia”, declarou Valsecchi. “Fico irritado por ter perdido a batalha para Kovalainen, que não é um grande campeão e nem em atividade está. Seus últimos resultados foram cinco anos atrás”, disparou. Kovalainen, há cinco anos, era piloto da McLaren. Ele deixou o time de Woking para correr pela Caterham – então Lotus – em 2010, equipe em que foi titular até o ano passado.

“Se o time pegasse Hülkenberg, eu poderia entender, ou mesmo Maldonado, mas isso... Eu estava certo que, do ponto de vista da motivação e do desejo de conquistar, o time teria me escolhido e eu estaria lá”, continuou.

“Talvez eu não tenha experiência, mas que chance tenho para ganhar alguma?”, indagou.

Apesar da frustração, Valsecchi não enterrou as esperanças de, quem sabe, participar do GP do Brasil. “As coisas mudam rapidamente na F1, então não vou desistir e estarei pronto, se necessário, no Brasil”, garantiu. Kovalainen, a princípio, foi contratado para as duas últimas provas de 2013.

A F1 não sabe o que é contar com um piloto italiano no grid desde o fim de 2011, quando Jarno Trulli correu pela Caterham e Vitantonio Liuzzi, pela HRT.