Prévia: na imprevisível Austrália, Mercedes busca manter escrita dominante

Nas duas últimas temporadas, a Mercedes dominou como quis a prova de abertura do campeonato. Em 2016, mesmo como uma Ferrari teoricamente mais próxima, nada indica que os bicampeões do mundo vão perder a primazia em Melbourne. A menos que Sebastian Vettel tire seu ‘coelho da cartola’ e faça chover em Albert Park

A partir de sexta-feira (18), ou ainda noite de quinta-feira no Brasil, os fãs da F1 vão acompanhar atentamente o desenrolar do primeiro fim de semana da temporada 2016 esperando respostas para a pergunta que permeou o esporte durante praticamente todo o fim do ano e também os testes de inverno em Barcelona: afinal, quão grande ainda é a vantagem da Mercedes perante a Ferrari e todo o resto do grid?
 
Ok, a Austrália costuma oferecer corridas um tanto imprevisíveis. Nem é preciso viajar tanto assim no tempo. Em 2015, por exemplo, apenas 15 carros largaram e 11 terminaram a prova, com Felipe Nasr conquistando seu melhor resultado justo na estreia ao terminar em quinto lugar. A curva 1, logo após a largada, também costuma pregar suas peças. Contudo, por mais que a Ferrari tenha melhorado, nada sugere, com base até mesmo no desempenho dos testes de pré-temporada, que a Mercedes vá andar atrás dos rivais de Maranello em Albert Park, seletivo circuito de média velocidade com extensão de 5.303 m.
A grande expectativa deste começo de temporada é saber a diferença da Ferrari para a Mercedes (Foto: Getty Images)
Desde a adoção da nova ‘Era Turbo’, em 2014, período que marca o início do domínio dos prateados, a Mercedes fez o que quis em Melbourne e venceu nos dois últimos anos: com Nico Rosberg, em 2014 — se aproveitando de uma rara quebra de motor de Lewis Hamilton, pole naquela prova —, e com o próprio Lewis no ano passado, abrindo no topo do pódio sua jornada rumo ao tri.
 
O que mais chamou a atenção naquela prova foi a diferença entre Hamilton e Sebastian Vettel, o primeiro dentre o restante do grid, que chegou 34s atrás da Mercedes #44. No fim das contas, o domínio exercido pela equipe prateada na Austrália acabou sendo confirmado ao longo do ano, com a Ferrari tendo seus brilhos aqui e ali, mas sem representar de fato uma ameaça real.
 
Assim, em condições normais, o mais provável é que o GP da Austrália se encerre da mesma forma que em 2015: com Hamilton e Rosberg no pódio — porém, não necessariamente nesta ordem — e Vettel em terceiro lugar. Para sonhar com a vitória, Seb teria de fazer chover na Austrália. E a chuva que certamente vai pintar na sexta-feira e, provavelmente, também no sábado, embaralhando uma classificação cercada de expectativas, não deve dar as caras no domingo.
No 'GP do imponderável', Felipe Nasr cruzou a linha de chegada em quinto lugar em Melbourne (Foto: Getty Images)
Enquanto Mercedes e Ferrari estão num patamar muito acima dos demais, outras quatro equipes aparecem com chances de lograr bons resultados em Melbourne. Sempre, neste caso, levando em conta condições normais, sem considerar o imponderável que costuma ser parte importante do GP da Austrália. 
 
A Williams chega à Oceania indicando ainda ser a terceira força do grid, e isso fica evidente nas palavras otimistas de Felipe Massa e Valtteri Bottas. Mesmo depois de uma pré-temporada sólida, a Red Bull ainda espera por um começo de campeonato relativamente complicado, mas está mais satisfeita com o motor Renault (TAG Heuer) do que no ano passado. O trunfo dos taurinos, assim como o da Toro Rosso, está no chassi.

No caso dos touros de Faenza, a expectativa está não somente no talento da jovem dupla formada por Max Verstappen e Carlos Sainz, mas no desempenho de um pacote extremamente confiável nos testes de inverno. E, ao menos no começo do campeonato, o motor defasado da Ferrari não deve atrasar tanto assim o lado da Toro Rosso. 

 
E, neste grupo, dá para colocar com certo otimismo a Force India, que fez um trabalho bem razoável na pré-temporada, sobretudo na primeira semana, embora Sergio Pérez tenha afirmado que não espera por pódio na Austrália, somente alguns pontos. Se o mexicano fala a verdade ou esconde o jogo, só mesmo o domingo vai responder.
Para Nico Rosberg, 2016 não deixa de ser um ano de 'tudo ou nada' em busca do seu primeiro título (Foto: Getty Images)
A Renault toda amarela ainda é uma incógnita quanto o assunto é desempenho, embora tenha se mostrado bem no desfecho de pré-temporada. Quanto à Sauber, o novo C35, em que pese o atraso no seu lançamento, não comprometeu e pode ajudar a equipe a, se não reeditar o resultado histórico de Nasr em 2015, ao menos somar alguns pontos. Sobre o desempenho da McLaren, a expectativa é por uma luta um pouco mais franca longe do fundão do grid, ainda mais numa pista que não exige tanto assim do motor Honda, que ainda não é um primor de potência.
 
Na parte final do pelotão, fica a curiosidade sobre o que a Haas poderá fazer. O carro se mostrou equilibrado durante os testes em termos de desempenho, mas o novo VF-16 ainda peca em termos de confiabilidade, o que é extremamente natural em uma equipe recém-nascida. Ainda assim, deverá andar com certa facilidade à frente da Manor, que cresceu muito em relação a 2015, mas não o bastante para indicar uma mudança no seu patamar de lanterna da F1.  
 
As mudanças que podem chacoalhar o GP da Austrália
 
Duas novas variáveis vão distinguir o GP da Austrália deste ano em relação ao ano passado. A primeira delas diz respeito à nova regra dos pneus para o fim de semana. Agora, os pilotos e equipes vão ter uma liberdade maior de uso dos compostos, guiando com três tipos de pneus de pista seca durante os dias de atividades de pista. Para Melbourne, a Pirelli vai levar os pneus médios, macios e supermacios, com este último reservado para o Q3.
 
E falando em Q3 e treino classificatório, fica aí toda a expectativa sobre como serão os sábados de agora em diante na F1 com este novo formato de sessão. Alguns pilotos, como Hamilton e Rosberg, entendem que nada vai mudar — e pouco mesmo deve mudar com a Mercedes mantendo seu domínio na F1. Outros, como Felipe Massa, acreditam numa dinâmica muito mais caótica. 
Felipe Massa quer ver a Williams saindo da sombra de Mercedes e Ferrari em 2016 (Foto: Williams)
Apenas para relembrar: no novo formato, o Q1 vai durar 16 minutos e vai eliminar o piloto mais lento a partir de sete minutos de segmento, sendo cada competidor limado da classificação a cada 90 segundos. Ao fim do Q1, sete pilotos estarão fora da classificação e outros 15 avançam ao Q2, cujas eliminações começarão a acontecer após seis minutos. Por fim, oito se classificam para a fase final da classificação, o Q3 — ou Super Pole —, que vai riscar os pilotos do treino a partir do quinto minuto, até que restem dois para os 90 segundos finais.
 
A sorte está lançada! A partir deste fim de semana, o fã da F1 vai saber o quanto a categoria mudou em 2016, seja na sua ordem de forças ou seja no formato do seu fim de semana. A disputa do GP da Austrália está marcada para 2h (horário de Brasília) de domingo, com transmissão ao vivo da Rede Globo. Fica o desejo, acima de tudo, de uma temporada melhor e menos previsível em relação a 2015.

Prognóstico do GRANDE PRÊMIO
1 6 NICO ROSBERG ALE MERCEDES
2 44 LEWIS HAMILTON ING MERCEDES
3 5 SEBASTIAN VETTEL ALE FERRARI
4 77 VALTTERI BOTTAS FIN WILLIAMS MERCEDES
5 11 SERGIO PÉREZ MEX FORCE INDIA MERCEDES

RAPIDINHAS…
O GP da Austrália de 2016 marca os 20 anos em que a prova é realizada em Melbourne. A capital de Victoria passou a receber a F1 depois de 11 anos de corrida no circuito de rua de Adelaide.
 
Desde 2011 o vencedor do GP da Austrália não se repete. Naquele ano, o triunfo coube a Sebastian Vettel, de Red Bull. Em 2012, deu Jenson Button, de McLaren. Kimi Räikkönen surpreendeu ao colocar a Lotus no topo do pódio em 2013. Em 2014, deu Nico Rosberg, enquanto Lewis Hamilton triunfou no ano passado.
 
Button, aliás, é o piloto em atividade com mais vitórias em atividade. Foram três ao todo. Não que isso signifique um alento, já que o carro da McLaren não lhe permite sonhar…
 
Por outro lado, Hamilton é o recordista de poles na Austrália entre os pilotos do grid: foram quatro vezes largando na ponta em Melbourne. E não é difícil ver a história se repetir no domingo.
 
O GP da Austrália deste ano vai marcar a estreia de três pilotos: Pascal Wehrlein e Rio Haryanto — o primeiro indonésio da F1 —, da Manor, enquanto Jolyon Palmer faz seu aguardado debute com a Renault.
 
A prova também marca o retorno de dois pilotos que terão chances distintas na F1: Kevin Magnussen foi escolhido pela Renault pelo seu talento para liderar o time no seu retorno ao grid como time de fábrica. Esteban Gutiérrez terá uma rara segunda oportunidade, agora com a Haas.
 
A Austrália vai ver pela primeira vez em seis anos a estreia de uma equipe na F1. A norte-americana Haas espera ter um debute muito melhor do que HRT, Virgin e Lotus (depois Caterham), que abandonaram na primeira corrida de 2010, no Bahrein.
 
 
 
 
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