Projetista do Circuito das Américas, Tilke destaca subidas e descidas da pista de Austin

Segundo Hermann Tilke, a grande dificuldade na concepção do Circuito das Américas se deu por conta do relevo acidentado do terreno. Os 5516 metros reúnem trechos que remetem às tradicionais Silverstone, Hockenheim e Istanbul Park

A nova casa da F1 nos Estados Unidos foi construída, é claro, Hermann Tilke, arquiteto alemão que assinou todos os circuitos ‘zero quilômetro’ que entraram no calendário da categoria desde a Malásia, em 1999. Apesar de ter seu trabalho bastante questionado por muitos, a primeira impressão que o Circuito das Américas passa é boa, com a união de trechos famosos de pistas tradicionais a um terreno acidentado repleto de subidas e descidas.

E essas ondulações do traçado foram destacadas por Tilke. Para fazê-las, porém, a tarefa foi complicada. “Mexer com o terreno não foi fácil, tivemos que mudar muitas coisas”, falou o projetista favorito de Bernie Ecclestone em entrevista à agência de notícias alemã 'DPA'. “Depois, tivemos que descobrir como poderíamos garantir que os prédios ficariam estáveis”, disse.

Chegou a hora. Austin vai receber a F1 pela primeira vez neste fim de semana (Foto: Circuit of the Americas)

“Nós aproveitamos cada elevação. Há combinações de curvas rápidas que levam para essas elevações e isso torna a pista especial e interessante”, descreveu. “Como todos sabem, houve uma paralisação de três meses nas construções, mas os empreiteros norte-americanos mais do que compensaram isso”, disse, lembrando dos contratempos enfrentados desde que o retorno do GP dos Estados Unidos foi anunciado. No fim de 2011, a prova chegou a ser cancelada, mas uma renegociação do contrato entre os promotores da corrida e Ecclestone resolveu o imbróglio.

O arquiteto também reconheceu que problemas de última hora podem acontecer, mas garantiu que uma equipe está preparada para solucionar quaisquer dificuldades: “Você sempre vai encarar dificuldades, mas é bom ver que, antes da estreia, tudo está funcionando bem. Em todo caso, teremos 20 engenheiros e arquitetos no local, observando tudo e trabalhando no suporte para que possamos reagir caso algo saia errado”.

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