Promotor do GP dos Estados Unidos avalia que F1 tem que ter “cinco ou seis” corridas no país para se popularizar

Bobby Epstein, presidente do Circuito das Américas e promotor do GP dos Estados Unidos, crê que a F1 só poderá construir uma grande audiência fiel no país caso 1/5 do calendário atual aconteça em território norte-americano

Há muitos anos a F1 procura uma solução para a baixa popularidade do Mundial nos Estados Unidos. Desde a competição local até os horários são complicadores históricos. Segundo Bobby Epstein, promotor do GP norte-americano em Austin e presidente do Circuito das Américas, a solução está em aumentar a quantidade de eventos no país para "cinco ou seis".
 
Segundo Epstein, os horários da F1 fazem com que a maioria das pessoas já acorde sabendo dos resultados das corridas. Na era da instataneidade, isso acaba causando um grande problema. Se a categoria mandasse mais provas para o país, aí conseguiria aumentar a base real de fãs. Não apenas uma corrida a mais, como quase foi concretizado há pouco tempo com uma prova em Nova Jersey, mas algumas.
Bobby Epstein, presidente do Circuito das Américas e promotor do GP dos EUA (Foto: eventbrite.com)
"Duas corridas não ajudariam muito, mas seis poderiam. Estou falando sobre construir uma audiência. Você precisa acordar pela manhã muito cedo para assistir as corridas na América. Então se tivesse seis corridas nesse horário faria muita diferença", avaliou em entrevista ao jornal inglês 'The Guardian'.
 
"Estamos vivendo a era da informação instantânea. Quando você acorda e já sabe o resultado da corrida, qual o ponto de assistir? Ninguém quer ir ao cinema quando já sabe o final do filme. Cinco ou seis corridas ajudariam. Significaria frequência e daria hábito às pessoas. Esse país é grande. Poderíamos realmente sediar tantos eventos", encerrou.
 
Epstein parece não estar levando em consideração, no entanto, que a atual F1 já tem três provas na América do Norte e quatro em todo o continente americano. Além do GP dos Estados Unidos, os do Canadá, México e Brasil, aumentam bastante os horários amigáveis para os americanos.
 
Inclusive são México e Brasil as próximas paradas do Mundial, em 1º e 15 de novembro.

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