Prost fala sobre opções e diz que saída da Renault da F1 não pode ser descartada: “Atualmente, tudo é possível”

Alain Prost, conselheiro da Renault, revelou que a saída da montadora francesa da F1 não pode ser destacada. No momento, a marca do losango estuda as alternativas que possui para o futuro no esporte e já está perto de uma decisão

A saída da F1 ainda é algo que está sendo considerado pela Renault, revelou Alain Prost, conselheiro da marca francesa. A empresa está perto de finalizar a decisão sobre o futuro no esporte.

Depois de meses de discussão sobre as próximas temporadas no Mundial, o que incluiu também a opção de comprar uma equipe — a Lotus surgiu como favorita, de acordo com os rumores na mídia europeia —, a montadora ainda estuda alternativas. Prost, entretanto, disse que a fabricante não está totalmente decidida sobre o que fazer e uma saída não está descartada.

"Atualmente, tudo é possível", disse o tetracampeão em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com'. "Com certeza, nós estamos olhando para todas as soluções, embora haja apenas duas. Ou três, se você pensar em sair como opção. Nada é impossível. Um grande construtor pode rapidamente decidir de maneira diferente", afirmou.

Alain Prost é conselheiro e embaixador da Renault (Foto: Reuters)

"Mas acho que isso não está nos genes da Renault e no interesse de todos [deixar a F1]. Há uma história aqui, uma tradição. A história no automobilismo é muito importante para a Renault, porque sempre foi uma empresa inovadora. E essa é a nossa avaliação, agora é preciso observar todas as melhores opções nas próximas semanas", completou o francês.

Quando questionado sobre os sérios problemas que a F1 vai enfrentar se a marca gaulesa deixar o campeonato, Prost admitiu: "Se uma montadora como a Renault sai da F1, é algo que é muito mais que um problema, com certeza. Isso é certo. E é a única coisa que podemos dizer."

O ex-piloto também reconheceu que a situação atual da Renault na F1, com os problemas enfrentados com a Red Bull, tornam o envolvimento da marca no esporte ainda mais complicado. "Acho que não é nenhum segredo e, sendo um fabricante de motor, também não tem sido fácil", declarou o gaulês.

"Você só precisa ver o quanto as coisas evoluíram: de quatro títulos consecutivos para um ano e meio difícil. É como se repente tudo mudasse. No fim das contas, podemos dizer que há muitos aspectos negativos e menos positivos. É normal que eles reconsiderem a sua posição na F1, bem como a evolução dos mercados, da própria marca e da estratégia global", encerrou.

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