F1

Punição a Verstappen em “corrida fantástica” seria incompreensível, diz Red Bull

O GP da Áustria animou tanto aos fãs e aos próprios envolvidos na Fórmula 1 que para Christian Horner, chefe da Red Bull, se tornou impossível punir Max Verstappen pela manobra sobre Charles Leclerc, já que estragaria toda a alegria por uma grande etapa

Grande Prêmio / Redação GP, de Santos
A animação do público e do paddock da Fórmula 1 com o GP da Áustria do último domingo (30) fez com que a Red Bull usasse tal situação até mesmo como defesa da manobra que deu a Max Verstappen a vitória sobre Charles Leclerc em Spielberg, na nona etapa da temporada 2019. 

Ambos se tocaram quando o holandês passou o monegasco por dentro, faltando três voltas para o final. Verstappen deixou o rival para trás, enquanto este escapou da pista após ter a roda direita frontal atingida na disputa.  A FIA analisou a situação, ouviu os pilotos já com o pódio realizado, e acabou confirmando a vitória a quem passou a bandeirada primeiro.
Max Verstappen (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
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Questionado, então, se a FIA tinha razão em não punir seu pupilo, Christian Horner, chefe da Red Bull, deixou claro que sim - e que a entidade precisaria de muita coragem para realizar tal ato.

"Não vale a pena nem pensar nisso porque, honestamente, eles tomaram a decisão certa. Seria incompreensível pensar em mudar o pódio depois de uma corrida como essa. Esse foi o tônico que a F1 precisava, uma corrida fantástica", declarou o dirigente. 
Christian Horner e Toyoharu Tanabe (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
A FIA, após a decisão, afirmou que não viu relação entre o toque de Verstappen e Leclerc com a polêmica mais recente, da briga entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton no GP do Canadá - que acabou em punição e perda da vitória ao ferrarista.

A escuderia italiana, porém, pensou diferente, e disse que só não entra com apelação "pelo bem do esporte", segundo Mattia Binotto.

Vencedora, a Red Bull insiste que a decisão foi "completamente correta": "Estamos convencidos disso. Claro, depende dos comissários. Mas acho que Tom Kristensen e os comissários que estavam lá tomaram a decisão certa. Um dia será contra nós, mas isso é uma corrida justa. Foi uma corrida dura, como a F1 deve ser", finalizou Horner. 


 
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