Quase um mês após acidente, De Villota mostra evolução significativa e até volta a dirigir

O diário ‘La Nueva España’, de Oviedo, revelou que María de Villota vem se consultando com frequência na clínica oftalmológica do Dr. Luis Fernández-Vega. O periódico descreveu a pilota como “séria, um pouco distante, cabelo raspado pelas operações na cabeça, cicatrizes à vista e um tapa-olho no lugar do olho perdido”

Há quase um mês, em 3 de julho, María de Villota sofreu o acidente que mudou para sempre sua vida. Tudo aconteceu na base aérea de Duxford, na Inglaterra, em uma simples manhã de testes aerodinâmicos promovidos pela Marussia. Era sua estreia na condução do MR-01. Tudo parecia correr bem quando, de maneira inexplicável até hoje, a espanhola bateu na plataforma de um caminhão da equipe e se lesionou com gravidade. Em decorrência da batida, María ficou internada 17 dias em Cambridge e perdeu o olho direito.

Mas aos poucos, De Villota busca avançar em sua recuperação clínica e tenta levar uma vida normal. Transferida do Hospital Addenbroke para Madri, onde ficou internada no Hospital Universitário La Paz por outros seis dias, María finalmente teve alta há quatro dias. Desde então, a espanhola e sua família foram para Oviedo — cidade-natal de Fernando Alonso —, nas Astúrias, para iniciar o tratamento oftalmológico.

O diário local ‘La Nueva España’ revelou que filmou e fotografou a pilota, mas que, atendendo aos pedidos da família De Villota, não vai veicular as imagens de María. Contudo, o periódico informa que a espanhola alcançou recuperação significativa e até voltou a dirigir, fato que aconteceu na última terça-feira (31), na noite de Oviedo. A seguir, o jornal também revela que María mostrou “aparência séria, cabelo raspado, cicatrizes à vista e um tapa-olho azul no lugar do olho perdido”. A pilota se negou a falar sobre o acidente e está disposta a se concentrar unicamente em sua plena reabilitação.

Diário de Oviedo diz que María está concentrada apenas em ter uma vida normal (Foto: Marussia)

“Ontem, em Oviedo, María acelerou pela primeira vez desde o acidente no último 3 de julho, quando seu carro, o Marussia MR-01, que estreava naquela manhã durante um teste aerodinâmico, bateu na base aérea de Duxford, contra uma plataforma de um dos caminhões da equipe que inexplicavelmente abriu e acertou o carro”, diz a reportagem do ‘La Nueva España’.

“Quatro dias atrás, após 17 deles internada no Hospital Addenbrooke, em Cambridge, e seis no Hospital Universitário de La Paz, em Madri, María de Villota caminhava na rua. Não havia tempo para olhar para trás, a investigação do acidente ainda não está concluída. Ontem ela estava em Oviedo e se colocou às mãos de Fernández-Vega, especialista em oftalmologia. Em sua clínica, se realizou uma ‘consulta profissional’ envolta em mistério e silêncio, com o compromisso de uma futura revisão.”

O diário revelou que no fim da última noite María e seus irmãos estiveram na clínica do Dr. Luis Fernández-Vega para dar sequência ao tratamento oftalmológico. Descrita com riqueza de detalhes pelo jornal, a pilota da Marussia se mostrou séria, em silêncio e ainda bastante machucada por conta do acidente em Duxford.

“Às 23h15 de ontem, um Mercedes preto apareceu silencioso no estacionamento do centro de saúde. María de Villota saiu, com seus irmãos Emílio e Isabel a acompanhando o tempo todo a caminho da portaria do Instituto Oftalmológico Fernández-Vega. Trajando jeans, jaqueta e camiseta branca por fora das calças. Cabelo raspado pelas operações na cabeça, cicatrizes à vista e um tapa-olho azul no lugar do olho perdido. Impossível foi encontrar um sorriso, nem mesmo uma palavra trocada entre os três irmãos entre o carro e a portaria”, definiu o diário.

“María de Villota apareceu séria, um pouco distante, mas determinada a deixar para trás o pesadelo”, acrescentou.

Por fim, a reportagem deixa claro que não haverá, pelo menos por enquanto, nenhum pronunciamento por parte de María e tampouco da sua família sobre o comunicado da Marussia, que eximiu o carro de qualquer falha que possa ter provocado o acidente da pilota, uma vez que tudo está nas mãos dos seus advogados. O único objetivo de María é voltar a ter uma vida normal.

“María de Villota mudou. Sua família diz que ela encara com força o desafio de viver algo diferente de tudo o que havia conhecido depois de salvar sua vida. Ela se recusa a falar sobre o assunto e nem a opinar sobre o comunicado inoportuno da Marussia quando, ainda com sua mulher pilota no hospital, avançaram em uma investigação interna que eximia o carro de qualquer falha. Tudo está nas mãos dos seus advogados e de seu agente britânico, já que ela está concentrada em outra coisa. Em viver”, finalizou a reportagem.

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