Räikkönen minimiza fato de ser piloto mais velho do grid e avalia: “A experiência na F1 não conta muito”

Em uma categoria que restringe ao máximo os testes, alternativas como os simuladores são usados pelos pilotos para ganhar um pouco de quilometragem. Artifícios como este são apontados por Kimi Räikkönen como motivos para que a experiência na F1 atual não pese tanto quanto em outros tempos ou em outras modalidades, como o rali

De contrato renovado com a Ferrari para 2016, Kimi Räikkönen chegará à próxima temporada como o piloto mais velho do grid. Em 17 de outubro, o finlandês completará 36 anos. Em termos de GPs disputados, o nórdico só está atrás da dupla da McLaren, formada por Jenson Button e Fernando Alonso, como o mais experiente do grid. Mas na F1 dos tempos de hoje, Kimi entende que a experiência não conta tanto. Não como em outras épocas ou em outras modalidades, como no rali, onde correu entre 2010 e 2011.

“Não acho que isso tenha mudado minha pilotagem como um todo. Com a idade, você acumula mais experiência, mas será que isso conta muito na F1? Não sei. Não sinto que mudei como piloto e a maneira que eu faço as minhas coisas”, declarou o piloto da Ferrari em entrevista coletiva nesta sexta-feira em Monza, palco do GP da Itália de F1.

Kimi Räikkönen entende que a experiência não pesa tanto na F1 de hoje (Foto: Ferrari)

“Espero que a vida continue e as coisas sigam mudando, mas não vejo qualquer diferença em como estou guiando agora e há cinco anos. As coisas mudaram mais no esporte e mais do que em mim”, acrescentou o veterano.

Questionado a respeito, Räikkönen apontou o uso do simulador pelos pilotos mais novos como algo que faz com que a experiência não pese tanto como antes. Na F1 de hoje, os testes são cada vez mais restritos, de modo que os pilotos usam os simuladores para acumular quilometragem e como preparação para as corridas.

“Quando entrei na F1, provavelmente [a experiência] contava muito mais do que nos dias de hoje. Isso mudou porque não há muitos testes, mas há muito mais coisas que você pode usar para se preparar”, salientou Kimi.

Uma comparação interessante feita por Räikkönen foi sobre como a experiência pesa no rali, por exemplo. O piloto disputou o WRC nos dois anos em que esteve afastado da F1, 2010 e 2011, e enfrentou muitas dificuldades. Em seu retorno à F1, em 2012, pela Lotus, Kimi logo se recolocou entre os melhores do grid.

“A forma mais fácil de comparar é se eu comparar isso com o rali, porque a experiência na F1 não conta muito, mas no rali isso é muito importante e vai te ajudar a te tornar mais rápido e a terminar os ralis. Se levar em conta isso, a experiência na F1 não conta nada em comparação a isso”, concluiu.

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