Reação “espetacular” de Verstappen na Rússia “não é boa para o campeonato”, diz Mercedes

Toto Wolff, chefe da Mercedes, reconheceu que o grande resultado de Max Verstappen no último domingo complicou as pretensões em termos de título do Mundial de Pilotos para Lewis Hamilton. O austríaco avisou que a equipe vai ser agressiva até o fim para buscar mais uma taça

Felipe Drugovich bateu muito forte ainda na volta de alinhamento para o grid da Fórmula 2 na Rússia (Vídeo: Reprodução)

A vitória conquistada no GP da Rússia foi histórica de várias formas para a Mercedes: foi o 100º triunfo da carreira de Lewis Hamilton na Fórmula 1 e também a 120ª vez que a escuderia heptacampeã mundial escalou o degrau mais alto na categoria. Entretanto, a chegada de Max Verstappen em segundo lugar no último domingo (26) em Sóchi foi um tremendo balde de água gelada, sobretudo depois que o holandês largou em último. Foi, definitivamente, uma oportunidade perdida pela Mercedes para somar bons pontos e colocar Hamilton em condição melhor no campeonato contra o rival da Red Bull.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, admitiu que o desfecho dramático do GP da Rússia complicou as pretensões da equipe de impulsionar Hamilton rumo ao oitavo título mundial neste ano.

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Toto Wolff promete ser agressivo até o fim na luta contra a Red Bull de Toto Wolff (Foto: LAT Images/Mercedes)

“De certa forma, não estamos tirando o máximo da nossa pontuação, e a mesma coisa aconteceu hoje. Acho que a classificação foi decisiva. Valtteri reagir, algo que sabíamos que seria difícil, e terminar com um primeiro e um quinto é muito bom, claro, e é a 100ª vitória de Hamilton”, explicou.

“Mas Max se recuperou de forma espetacular, o que não é bom para o campeonato”, lamentou Toto Wolff.

Horas antes da largada, no domingo, a Mercedes fez uma manobra estratégica: ao trocar componentes da unidade de potência do carro de Valtteri Bottas, a equipe de Brackley teve como objetivo colocar o finlandês no fim do grid para marcar Max Verstappen, que largou em último também como resultado de uma punição de troca de motor. Neste aspecto, a estratégia não deu muito certo, já que, com a corrida ainda no seco, Verstappen não tomou conhecimento do finlandês e fez a ultrapassagem.

Com a chuva que desabou em Sóchi nas voltas finais, Verstappen acertou ao entrar nos boxes mais cedo para fazer a troca dos pneus slicks para os intermediários, assim como Bottas. O holandês terminou em segundo, de forma improvável, e Valtteri salvou o que seria um domingo muito ruim para concluir a disputa em quinto lugar.

Toto Wolff avisou que não vai medir esforços para buscar novamente os dois títulos nesta temporada, bastante acirrada, na luta contra a Red Bull e Verstappen.

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“Em poucas palavras, só precisamos seguir sendo muito agressivos na forma como abordamos esta temporada, não ser defensivos, mas apenas seguir em frente com o objetivo de marcar muitos pontos. Até porque nem nós, nem os outros somos tão bons em pontuar ao máximo no momento”, admitiu.

Curiosamente, nenhuma das duas equipes protagonistas da temporada chegou a fazer dobradinha na Fórmula 1. A Mercedes registrou vitória com Hamilton e Bottas em terceiro em quatro oportunidades neste ano, enquanto a Red Bull foi ao pódio com seus dois pilotos numa mesma corrida em apenas uma oportunidade, no GP da França, com Verstappen em primeiro e Sergio Pérez em terceiro. Apenas a McLaren, no GP da Itália, marcou 1-2 com Daniel Ricciarddo no topo e Lando Norris em segundo.

Quando perguntado se as próximas corridas serão em pistas teoricamente mais favoráveis à Mercedes, o dirigente listou alguns circuitos, mas disse que não pretende pensar muito no assunto por conta de uma temporada bastante incomum por conta das mudanças sutis no regulamento para a aerodinâmica dos carros.

“Parei de tentar antecipar se historicamente uma corrida é mais forte para nós porque, em razão das novas regras, tudo muda, mudou muito. Definitivamente, sabíamos que Monza e Sóchi eram mais afeitas a nós. E a realidade é que estamos onde estamos, e essa é a diferença de pontos, duvido que qualquer uma das duas equipes vai oscilar tanto, para cima ou para baixo. Agora é simplesmente seguir fazendo o melhor trabalho possível”, disse.

“Acho que a Turquia é uma pista boa para nós. E Austin, também. Então, vamos ter mais dificuldades no México, que é nosso Calcanhar de Aquiles todo ano. Vai ser um grande vai e vem entre a Red Bull e nós e tem tudo para ser um grande desfecho no final”, concluiu.

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