Realista, Newey vê Red Bull incapaz de vencer corridas em 2015: “Só com grande dose de sorte”

Bem diferente da realidade vivida em 2014, quando foi a única equipe a destronar a Mercedes ao vencer três corridas, a Red Bull está longe de viver sua melhor forma neste ano. Na visão de Adrian Newey, as mudanças adotadas pela F1 na parte aerodinâmica prejudicaram os taurinos, que agora têm de “caminhar em outra direção”

A Red Bull passa longe de viver um grande ano. Bem diferente do começo da década, quando o time de Milton Keynes brilhou e faturou nada menos que oito títulos mundiais — quatro de Construtores e outros quatro de Pilotos, com Sebastian Vettel —, atualmente a realidade não permite sonhar com vitórias, que virão, segundo o ‘mago’ Adrian Newey, apenas com “uma grande dose de sorte”.

Mesmo em 2014, quando a Red Bull foi superada pela Mercedes, os taurinos ainda tiveram motivos para sorrir, sobretudo Daniel Ricciardo, que conquistou três grandes vitórias: Canadá, Hungria e Bélgica, sendo o único homem a desbancar o poderio prateado no Mundial.

Vitórias em 2015 só virão na base da sorte grande, entende Adrian Newey (Foto: Getty Images)

Contudo, 2015 mostra uma realidade bem distinta e muito mais dura para a Red Bull, que ocupa o quarto lugar no Mundial de Construtores e tem como melhor resultado no ano o quarto lugar do russo Daniil Kvyat no GP de Mônaco. Muito pouco para um time acostumado a brigar por vitórias e títulos num passado não muito distante.

Na visão de Newey, a fase atravessada pela Red Bull se explica pelas mudanças adotadas pela F1 no regulamento, fazendo com que a aerodinâmica seja menos importante do que a força dos seus motores. Não à toa, a aerodinâmica foi justamente o ponto forte da Red Bull nos seus anos de domínio na F1, entre 2010 e 2013.

“Não consigo vislumbrar que somos capazes de vencer uma corrida neste ano, só com uma grande dose de sorte”, opinou o engenheiro.

“Acredito realmente que neste ano o RB11 não foi tão forte como a Mercedes ou a Ferrari, mas tivemos várias mudanças no regulamento, que se abriu nos últimos 12 meses, o que significa que o caminho aerodinâmico que havíamos adotado antes teve de ser revisado, e agora caminhamos em outra direção”, explicou.

Contudo, Newey tenta enxergar uma luz no fim do túnel. “Estamos no processo, parte do trabalho já foi completada e está no carro desta temporada, por isso me parece que estamos no rumo certo”, finalizou.

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