F1

Red Bull amarra Verstappen e tira opção valiosa do mercado da F1. E na pista, Mercedes laça concorrência

A sexta-feira (20), primeiro dia de treinos livres da F1 em Austin, amanheceu com o anúncio precoce da renovação de contrato de Max Verstappen. A equipe austríaca se antecipou e tirou o jovem talento do mercado pelo até 2020. Já na pista, a Mercedes sobrou com Lewis Hamilton

Warm Up, DO CIRCUITO DAS AMÉRICAS / EVELYN GUIMARÃES, do Circuito das Américas

A Red Bull deu uma tacada de mestre, como diriam. Não esperou nem o ano acabar para amarrar de vez Max Verstappen. E, mais importante, ainda o tirou do mercado. O holandês era visto como uma peça valiosa do grid devido ao grande talento que apresentou desde o momento em que estreou na F1, em 2015, pela Toro Rosso. O piloto chamou a atenção e se colocou no alvo das duas outras grandes equipes. Mas Mercedes e Ferrari só vão ter vagas livres para 2019, por isso o nome de Verstappen era bastante ventilado para uma troca. Só que agora os dois times terão de esperar. 
 
A esquadra das bebidas energéticas vai manter Max até 2020. A promessa, claro, é ter um carro competitivo e capaz de dar ao holandês uma chance de disputar o título mundial. Na prática, o time ainda não tem um pacote tão bom assim. Terá, sim, a Renault ao seu lado no ano que vem, mas talvez o que tenha convencido Verstappen a ficar seja um projeto maior. De qualquer, o anúncio foi surpreendente. Não só pelo fato do holandês querer ficar mais tempo, mas, sim, pelo momento na temporada em que isso aconteceu. 
 
Agora, Daniel Ricciardo é quem vira o principal alvo das duas ponteiras e, claro, também da Red Bull. 
Lewis Hamilton sobrou em Austin nesta sexta-feira (Foto: AFP)
E falando na equipe chefiada por Christian Horner, Verstappen fechou o dia na segunda colocação, a quase 0s4 atrás de Lewis Hamilton, o mais veloz do dia. Com base apenas na tabela, poderíamos dizer que a Red Bull se coloca como grande ameaça, mas há ainda um ponto a esclarecer para o sábado. Os tempos da simulação de corrida do holandês foram bem inconstantes, variando de 1min39s7 a 1min41s. Já Hamilton, que sobrou nas duas sessões, apresentou um desempenho bem consistente e colocou o ‘martelo’ para funcionar. O tricampeão fez a maioria de suas voltas na simulão na casa de 1min40s.
 
"Foi um dia interessante, mas cheio de altos e baixos em termos de como ficavam as condições da pista e de como o carro se comportava. Porém, no geral, o carro estava bom", disse Lewis, que revelou que a Mercedes precisou mexer em "várias coisas" durante as duas sessões até atingir a performance esperada nesta sexta-feira.
 

Quem corre por fora é a Ferrari. Sebastian Vettel novamente se viu em apuros. Primeiro, perdeu um valioso tempo de pista depois que rodou ainda no início dos trabalhos. Depois, acabou enfrentando um problema no eixo dianteiro da SF70-H. Ainda assim, foi o terceiro melhor do dia. Mas, como ele mesmo disse, ainda falta um bom caminho pela frente. 
 
"Tivemos dois problemas, e um foi meu erro (ele parou na brita logo em sua primeira tentativa, após rodar). Achei que havia algo errado com o carro, não achamos nada, voltei, só que perdemos muito tempo. Ao menos tomamos precauções."
 
"Você tem duas sessões por dia e você quer correr.  Agora temos que olhar isso. Amanhã correremos de forma mais planejada. Não foi uma sessão fácil, mas o carro é rápido, não preciso me preocupar", continuou.
 
Diante deste cenário, a conclusão é de que a pole está, uma vez mais, nas mãos de Hamilton, que executou com perfeição as simulações de classificação. Realmente, o tricampeão conhece bem o traçado e se adapta facilmente. Para o domingo, a história pode ser outra, uma vez que Red Bull e Ferrari avancem no ritmo de corrida. 
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