Red Bull concorda com Verstappen e assume que “precisa melhorar” em pistas de rua

Pierre Waché, diretor-técnico da Red Bull, seguiu a linha de Max Verstappen e afirmou que um dos focos para 2024 é melhorar a performance em pistas urbanas sem comprometer os pontos fortes

De todas as 22 corridas realizadas na temporada 2023 da Fórmula 1, a única em que a Red Bull foi mera coadjuvante foi o GP de Singapura, mas para Max Verstappen, a falta de desempenho nas ruas de Marina Bay não foi mera coincidência. O neerlandês admitiu que circuitos urbanos ainda são o ponto fraco do ótimo carro taurino, e a equipe concordou com a análise de Max.

Em Singapura, Verstappen parou ainda no Q2. Na corrida, conseguiu ser apenas quinto, enquanto Ferrari, McLaren e Mercedes travaram um intenso duelo pela vitória, com Carlos Sainz levando a melhor. O triunfo ferrarista significou a interrupção da sequência de dez vitórias de Verstappen e também das 15 da Red Bull — este último, derrubando o recorde histórico da McLaren de 1988.

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Na ocasião, o tricampeão reconheceu que o RB19 ainda precisava melhorar “principalmente em circuitos de rua e de baixa velocidade” e completou: “Acho que não somos os melhores agora nesse tipo de pista.”

Ao site da revista inglesa Autosport, Pierre Waché, diretor-técnico da Red Bull, seguiu a mesma linha durante o fim de semana em Abu Dhabi, afirmando que “a equipe vê a mesma fraqueza, talvez em uma perspectiva diferente de Max, porque ele é piloto, mas resume muito bem onde temos de trabalhar para o próximo ano”.

O GP de Singapura foi a única corrida de Verstappen fora do pódio em 2023 (Foto: Red Bull Content Pool)

“A baixa velocidade é claramente [uma área]. Não somos os melhores em curvas de 90 graus, como foi possível ver na classificação em Baku. Singapura também não foi fantástica. E nossa habilidade de atacar zebras e andar em pistas acidentadas também não é perfeita, temos de melhorar nisso”, salientou, explicando que a principal preocupação para 2024 é otimizar o carro sem que outra área seja prejudicada.

“Em nosso sistema e neste negócio, nada vem de graça. Podemos melhorar o potencial geral de alguma coisa, mas, na maioria das vezes, também afeta outro aspecto do carro. Temos de ter muito cuidado para não destruir o que construímos com relação aos pontos fortes. É o que estamos tentando fazer — melhorar nossos pontos fracos sem comprometer tanto os fortes que temos”, finalizou.

A Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro de 2024, com os testes coletivos da pré-temporada, no circuito de Sakhir, no Bahrein.

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