Red Bull confessa que ainda enfrenta problemas com asa traseira do RB16B

Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, revelou que ainda precisa de uma solução para a asa traseira usada no Catar, caso ela seja necessária na Arábia Saudita e Abu Dhabi

Na tentativa de alcançar a velocidade da Mercedes, a Red Bull testou diversos acertos e enfrentou grandes problemas em relação a sua asa traseira, que comprometeu a configuração geral do carro e, consequentemente, o nível de downforce para a pista do Catar. E embora Max Verstappen tenha cruzado a linha de chegada na segunda posição, os taurinos tiveram uma grande dor de cabeça para tentar consertar a asa, que vibrava no final das retas quando o DRS estava ativado.

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O real problema do time dos energéticos esteve ligado à ferramenta hidráulica que controla a abertura da asa móvel. O mecanismo não estava sendo capaz de aguentar a pressão e, por isso, colocou em risco a performance do RB16B. Christian Horner, chefe da equipe austríaca, explicou que, tanto na Arábia Saudita como em Abu Dhabi, poderá ter de usar um maior nível de pressão aerodinâmica e, por isso, precisará da asa problemática que ainda necessita de uma solução.

“Essa era nossa asa preferida e era a configuração que queríamos seguir [nessa reta final]”, disse Horner, após sobre a mudança para a versão de alto downforce. “Se essa outra asa for necessária em Jedá ou em Abu Dhabi, obviamente precisaremos de consertos para arrumá-la e ajustar o DRS”, acrescentou.

Red Bull teve problemas com sua asa traseira (Foto: Red Bull Content Pool)

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Vale lembrar que esta é uma questão que a Red Bull já lidava desde o GP dos Estados Unidos, ainda que Verstappen tenha vencido a prova. No México — onde o holandês também ganhou —, por conta da mudança necessária de configuração, foi usado um outro acerto, embora também tenham enfrentado problemas, que foram resolvidos com fibras de carbono.

No entanto, Horner espera por caminhos melhores, já que acredita que a equipe vá conseguir resolver sem muita demora o problema apresentado nas duas últimas corridas da temporada.

“Acho que, do ponto de vista da confiabilidade, deve ser relativamente simples fazer esses ajustes. Nós os usamos há muitos anos, portanto, não é uma tecnologia nova”, concluiu.

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