Red Bull defende que pilotos “não são robôs” e volta a elogiar críticas de Verstappen à F1

Max Verstappen chamou a atenção pelas críticas à Fórmula 1, sobretudo no final de semana do GP de Las Vegas, mas Christian Horner voltou a afirmar que os pilotos da Red Bull são livres para terem opiniões

Além do impressionante domínio na temporada 2023 da Fórmula 1, Max Verstappen também chamou a atenção pelo tom bastante crítico contra a categoria, sobretudo no final de semana do GP de Las Vegas. Na ocasião, aliás, Christian Horner já havia elogiado o tricampeão pela honestidade “revigorante” ao comentar a insatisfação com o espetáculo criado em torno do evento, e o chefe da Red Bull reiterou que os pilotos não têm nenhuma obrigação de usar de meias-palavras, pois “não são robôs”.

Verstappen soltou o verbo sem dó durante a aguardada corrida nas ruas da ‘Cidade do Pecado’. As críticas começaram ainda no evento de abertura — um show pirotécnico com a participação de artistas musicais consagrados, como Kylie Minogue e John Legend.

Logo após os shows, os pilotos foram apresentados dupla a dupla, numa cena que fez os fãs lembrarem até da franquia Jogos Vorazes. A situação ‘carnavalesca’ não agradou nem um pouco Max. “Por mim, podíamos faltar a essas coisas. Não é por conta dos cantores, mas porque só ficamos parados lá, parecendo palhaços. É 99% show, 1% evento esportivo“, disparou.

As farpas seguiram, e Horner voltou a falar que os seus pilotos são livres para se manifestarem da forma como quiserem. “Acreditamos que nossos pilotos têm liberdade de escolha”, disse o dirigente da Red Bull em entrevista ao site da revista inglesa Autosport.

Verstappen soltou o verbo em Las Vegas, mas ganhou o apoio do chefe, Christian Horner (Foto: AFP)

“Eles não são robôs, eles têm opiniões. E Max tem voz como campeão mundial, não o obrigamos a ter uma postura de relações públicas. Ele é um cara jovem, muito honesto e vai falar sobre como vê determinada coisa. E acho que isso é realmente muito revigorante”, reiterou Horner, enfatizando que apesar da maturidade natural ao longo das nove temporadas completas na F1, Verstappen não mudou a essência.

“Ele está mudando porque está amadurecendo, tem um pouco mais de pelos faciais atualmente”, brincou o inglês. “Mas a essência dele é a mesma, pilota o carro até o limite. Ele não gosta de toda a agitação que cerca a Fórmula 1, nunca gostou. Ele cumpre seu trabalho profissionalmente. É apenas um piloto completo e tem os pés no chão. E se não estiver correndo aqui, vai pilotar um carro GT ou um virtual. Ele vive e respira isso”, completou.

Personalidade à parte, a experiência trouxe para Verstappen uma mudança importante, disse Horner: a excelência no controle de corrida, eliminando os erros que o acompanharam principalmente no início da carreira, quando mal havia atingido a maioridade.

“Se olharmos o controle que ele tem nas corridas, a maneira como ele lê as corridas, o gerenciamento de pneus que tem, é excelente. E ele só está usando a experiência que adquiriu nas corridas deste ano, do ano passado, de 2021”, seguiu.

“Em muitos aspectos, nas primeiras curvas, ele tem sido bem mais reservado do que nos primeiros dias de sua carreira. O timming. Não está mais com pressa para resolver tudo nas primeiras duas voltas, ele constrói o caminho ao longo da corrida”, finalizou.

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