Red Bull e Toro Rosso manifestam dúvida sobre uso da nova versão do motor da Renault: “Vai depender da confiabilidade”

A Renault planeja uma grande atualização para seus motores a partir do GP dos EUA, no fim de outubro, mas as suas duas clientes, Red Bull e Toro Rosso, ainda estão em dúvida se vai ou não valer a pena a mudança das unidades. A confiabilidade é o ponto chave no cenário para ambas as equipes

A Red Bull e a Toro Rosso reconheceram que existe uma chance de que ambas optem por não usar os motores atualizados da Renault, quando finalmente a montadora os disponibilizar para a parte final da temporada.

A fabricante francesa ainda não utilizou nenhuma de suas 12 fichas de desenvolvimento e agora a expectativa é que o grande pacote de atualizações esteja pronto para o GP dos EUA, que acontece em 25 de outubro. Depois da etapa em Austin, vão restar apenas mais três provas: México, Brasil e Abu Dhabi. Se qualquer um dos pilotos optarem pelos novos motores, eles terão também de cumprir uma punição extra pela troca em Austin, mas vão ter um pacote mais forte em contrapartida. Mas isso apenas na teoria, segundo os chefes das duas esquadras.

Mudança para versão atualizada do motor da Renault depende da confiabilidade, diz Horner (Foto: AP)

No caso da Red Bull, a situação mudou e se complicou com a falha do novo motor durante o terceiro treino livre na Itália, na corrida disputada no último fim de semana. O australiano terá de qualquer forma fazer uma nova troca e vai de novo ser deslocado para o fim do grid. A lógica sugere que a equipe austríaca adie até a prova no Texas uma segunda mudança.

No entanto, a decisão de usar um novo motor está na preocupação quanto à confiabilidade. E Christian Horner, chefe do time rubro-taurino, reconheceu que pode escolher não lançar mão das unidades atualizadas. "É uma possibilidade", disse o inglês ao site norte-americano 'Motorsport.com'.

"Vai depender do valor da atualização. O que você tem de calcular é se o aumento de desempenho vale o déficit em relação às posições no grid", completou. "Eu acho que, com Ricciardo, teremos de usar outro motor, de modo que, em teoria, deve ser a versão nova, mas só se for confiável", acrescentou Horner.

"No momento, eu acho que há muito trabalho sendo feito para que esse motor tenha a confiabilidade necessária. Não é a situação ideal, obviamente, mas é o que temos. E isso está além da frustração. Hoje, nós temos de lidar com o que temos na base do corrida a corrida", emendou o dirigente.

Por outro lado, Franz Tost, chefe da Toro Rosso, entende que o potencial aumento no desempenho é um ponto chave e admitiu que pode valer a pena assumir as punições em Austin se isso significar uma performance mais forte nas corridas restantes do Mundial.

"Há sempre diferentes razões para uma mudança de motor. Antes de tudo, precisamos ter alguma vantagem em termos de desempenho, caso contrário não faz sentido. E até agora não temos todas as informações sobre a nova versão dos motores, então temos de ver isso."

"Agora, se a unidade nova for melhor que a atual, então vamos cumprir as punições, porque precisamos mostrar a melhor performance possível e aproveitar essa vantagem. Depois de Austin, ainda vamos ter a etapa do México e suas longas retas, assim como em Interlagos. Por isso, precisamos do melhor pacote possível. Se querem minha opinião pessoal sobre isso, então sim. Mas essa é uma decisão da engenharia e não minha", encerrou.

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