F1

Red Bull espera que Honda dê aguardado ‘modo festa’ do motor para alcançar ritmo de Mercedes e Ferrari

A configuração de potência extra do motor – o ‘modo festa’ – é uma das promessas da Honda para a Red Bull em 2019, aponta o consultor Helmut Marko. É um passo importante para a equipe austríaca, que teve problemas com a função na época da Renault
Warm Up / Redação GP, de Berlim
A Honda parece capaz de solucionar um dos principais pontos fracos da Red Bull nos últimos anos – a falta de uma configuração do motor com potência extra, o famoso ‘modo festa’. Helmut Marko, consultor da equipe austríaca, revelou a expectativa de que a função seja introduzida já para o começo de 2019.
 
O feito tem grande significado para a Red Bull. Isso porque a Renault nunca conseguiu desenvolver um ‘modo festa’ eficiente. A função foi testada em 2018, mas sem que Max Verstappen e Daniel Ricciardo notassem qualquer diferença.
 
“Os números nos deixam otimistas, também por conta pelo ganho de performance. Essa é a primeira vez que podemos celebrar com um ‘modo festa’”, brincou Marko. “O motor Honda já está um pouco acima do Renault. Se você combinar os dados de GPS com os fornecidos pela Honda, a gente deve estar no nível de Mercedes e Ferrari. É claro que eles não estão dormindo agora, mas eles já estão em um nível tão alto que não tem como dar esses saltos de rendimento. Mesmo que a gente fique 10 ou 15 kW atrás, isso não é diferente de como era na época da Renault. Podemos compensar”, continuou.
 
Sem um ‘modo festa’, a Red Bull ficou de mãos atadas na maior parte dos treinos classificatórios do ano. Enquanto Ferrari e Mercedes conseguiam extrair tudo de seus já superiores motores, Red Bull não era capaz de ir além com a problemática unidade de potência da Renault.
Será que a Red Bull finalmente vai ter o 'modo festa'? (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Marko, mesmo otimista pela chance de brigar com Ferrari e Mercedes, sabe que o ano deve ser difícil por um outro fator: a confiabilidade da Honda, apesar de estar em evolução, ainda não está no mais alto nível.
 
“Nós sabemos que a questão da confiabilidade provavelmente vai ser difícil. O mais provável é que a gente não consiga completar a temporada só com três motores. Mas a gente pode fazer isso [sofrer punição por troca de motor] nas pistas certas e voltar ao pelotão dianteiro em poucas voltas. Essa é nossa ideia, de que vamos aceitar punições de motor se for necessário”, encerrou.
 
A temporada 2019 da F1 começa em 17 de março, data do GP da Austrália.