Red Bull chega como favorita para abertura da F1, mas coleciona fracassos no Bahrein

Desde o começo da Era Híbrida na Fórmula 1, em 2014, Red Bull teve muitas dificuldades para obter bons resultados no GP do Bahrein

A Fórmula 1 divulgou uma simulação de volta no mais novo circuito de rua da Fórmula 1, Jidá, na Arábia Saudita (Vídeo: Fórmula 1)

A pré-temporada da Fórmula 1 contou uma história diferente daquela que o mundo do esporte está acostumado a ver nos últimos anos: a Mercedes não reinou soberana dando zero motivação para que alguém duvide de seu poderio. Por outro lado, a Red Bull brilhou e conquistou o direito de chegar à abertura do campeonato, no Bahrein, como favorita. Acontece é que o passado recente na pista de Sakhir não tem sido nada fácil para os rubro-taurinos, apesar dos testes coletivos impressionantes.

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Inicialmente, é necessário elucidar a questão: não é que a Red Bull tenha passado a ser favorita para a temporada 2021. Passou, sim, pelas virtudes que mostrou junto aos problemas da Mercedes, na mesma pista e sem tempo para soluções, que é favorita – ao menos uma das duas favoritas – para a primeira etapa do Mundial.

E, sim, a Red Bull já venceu corridas no Bahrein. Sebastian Vettel venceu as edições de 2012 e 2013 para o time austríaco – e as de 2017 e 2018 para a Ferrari, diga-se -, mas desde o começo da Era Híbrida, em 2014, as coisas mudaram de figura.

É verdade que a edição de 2020 não foi, assim, problemática. Na prova disputada no traçado normal de Sakhir, Lewis Hamilton venceu, mas a Red Bull encaixou um pódio duplo com Max Verstappen na segunda colocação e Alexander Albon em terceiro. Na semana seguinte, no anel externo, os problemas retornaram: mesmo sem Hamilton, com Covid-19, e corrida cheia de percalços para a dupla da Mercedes, Albon foi apenas sexto e Verstappen abandonou num toque com Sergio Pérez e Charles Leclerc na largada.

SERGIO PÉREZ; RED BULL; RED BULL F1;
Sergio Pérez está radiante com a inesperada chance na Red Bull (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
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O GP do Bahrein do ano passado representou a única edição do evento desde 2014 em que a Red Bull conseguiu ir ao pódio. Vencer, nem pensar.

Na temporada 2014, Daniel Ricciardo até conseguiu classificar entre os três primeiros, mas se viu terminando em quarto. A dobradinha da Mercedes ganhou a companhia, veja só, de Pérez, então na Force India, no pódio. Ricciardo foi quarto, Sebastian Vettel finalizou no sexto lugar. Um ano mais tarde, além de Mercedes, Ferrari e Williams apareciam mais fortes. Ricciardo terminou no sexto lugar e o novato Daniil Kvyat foi nono.

A Williams perdeu força em 2016, mas a diferença de Mercedes e Ferrari para a Red Bull era notória em Sakhir. Mesmo assim, Ricciardo conseguiu se esgueirar para o quarto posto. Kvyat foi sétimo, atrás até da Toro Rosso de Verstappen. O holandês faria parte do time austríaco no ano seguinte, 2017, mas novamente Ferrari e Mercedes tinham vantagem importante. Seb ganhou a corrida, com Hamilton e Valtteri Bottas logo atrás. Ricciardo ficou em quinto, mas Verstappen abandonou com problemas nos freios.

O GP do Bahrein de 2018 era mais promissor. Pudera, a Red Bull claramente estava em nível para competir com Ferrari e Mercedes, com Ricciardo largando em quarto – Verstappen bateu no fim do Q1 da classificação e largou em 15º. Mas a equipe viveu uma daquelas corridas para esquecer: encerrou a participação após três voltas. Ricciardo teve problemas elétricos, ao passo que Verstappen, na busca pela recuperação, tocou Hamilton e ainda sofreu com falha no câmbio.

Já na temporada 2019, o potente motor Ferrari – que depois seria desmascarado -, fez com que Leclerc cravasse a pole com quase 1s de frente para Verstappen, que largou em quinto. A diferença era brutal para uma pista de velocidade como Sakhir: Max conseguiu terminar em quarto, mas Pierre Gasly foi somente décimo.

Ao longo desse período, por muitas vezes os carros da Red Bull eram feitos para pistas de menos velocidade e downforce, com rivais de motores mais potentes levando vantagens em pistas como a do Bahrein. O fato da Red Bull ser uma equipe que tradicionalmente é mais forte na segunda parte da temporada que na primeira também carrega uma importância, assim como um eventual azar. Mesmo assim, o histórico recente é impressionante.

Resta ver como será o começo do campeonato de 2014, agora com moral de favorita que não aparece para a equipe desde 2013.

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